Projeto Político Pedagógico

Profissionais de educação, com diploma de graduação reconhecido pelo MEC, preferencialmente com formação nas licenciaturas.
A proposta da Pós-Graduação em Educação e Diversidade está amparada e legitimada na legislação educacional brasileira. No artigo 2º da Leis e Diretrizes e Bases da Educação Nacional ressalta-se que a educação “inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (BRASIL, 1996). Posteriormente as orientações curriculares nacionais para o ensino básico indicaram temas transversais que tratam da diversidade humana. Dentre estes temas, destacam-se: princípios éticos, cuidado de si, meio ambiente, orientação sexual, pluralidade cultural, respeito aos direitos humanos, o mundo do trabalho e o consumo.

Nessa ótica, a Missão do IFSC é “Promover a inclusão, por meio da educação profissional, científica e tecnológica, gerando, difundindo e aplicando conhecimento e inovação, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e cultural” (PDI 2015 – 2019). Na região de Canoinhas-SC, tal missão é importantíssima, pois o IFSC é a única instituição pública e federal de ensino presencial, aumentando o compromisso com as demais instituições no sentido de melhorar o desenvolvimento humano na região, que passa necessariamente pela melhoria da educação, numa perspectiva inclusiva, democrática, de respeito às diversidades e que auxilie na promoção da justiça social para região do Planalto Norte Catarinense.

A própria Lei de criação dos Institutos Federais (BRASIL, 2008), ressalta a criação de cursos de pós-graduação lato sensu de aperfeiçoamento e especialização, visando à formação de especialistas nas diferentes áreas do conhecimento e ainda institui a reserva mínima de 20% das vagas dos Institutos Federais para formação pedagógica de professores da educação básica.

Na mesma direção está a Resolução Nº 45 do CONSUP, de 18 de dezembro de 2014 (CONSELHO SUPERIOR / IFSC, 2014) que institui a política de formação do IFSC. Onde reforça em seus artigos 7º e 9º a necessidade de formação didático-pedagógica de profissionais de instituições de ensino da educação básica por meio de cursos de atualização, aperfeiçoamento e pós-graduação (lato e stricto sensu), objetivando a qualificação das práticas educativas.

Outro ponto a destacar, é que para realizar tal intento, através da Pós em Educação e Diversidade, o IFSC-Campus Canoinhas dispõem de Recursos Humanos altamente qualificados, com professores em sua maioria com mestrado e doutorado e com carga horária prevista no seu POCV (PLANO DE OFERTA DE CURSOS E VAGAS) para os próximos anos.

Com relação à abrangência do IFSC (Campus Canoinhas) e a possibilidade de atendimento de professores de vários Municípios, pode-se observar na ilustração abaixo as cidades que fazem divisa com Canoinhas, que são: Bela Vista do Toldo, Major Vieira, Três Barras e Irineópolis. Tais municípios fazem parte da Associação dos Municípios do Planalto Norte Catarinense (AMPLANORTE) na qual também são membros Itaiópolis, Mafra, Monte Castelo, Papanduva e Porto União.

O objetivo da associação é defender os interesses da região frente ao poder público estadual e federal, no sentido de revindicar políticas públicas que promovam o desenvolvimento local e regional. O município de Timbó Grande faz parte da Associação dos Municípios do Alto Vale do Rio do Peixe (AMARP). Fora da comarca de Santa Catarina, os municípios de São Mateus do Sul, Paulo Frontin e Paula Freitas, que fazem divisa com Canoinhas, pertencem ao território do Paraná e estão congregados na Associação dos Municípios Sul Paranaense (Amsulpar).


Além do já citado, de acordo com a AMPLANORTE (2017) o IDEB das escolas municipais e estaduais da Região do Planalto Norte Catarinense está abaixo da média estadual e os municípios não estão atingindo as metas projetadas em seus planos municipais de educação.

Um dos caminhos para melhorar o desenvolvimento humano e de toda a região do Planalto Norte Catarinense é a formação de professores que atuam na educação básica aprimorando suas práticas pedagógicas em acordo com as necessidades da comunidade escolar, incluindo aí o respeito às diversidades humanas.

Para tanto, é preciso pensar estratégias educacionais para enfrentar e desconstruir preconceitos, superando a reprodução das desigualdades na escola bem como as relações sociais excludentes que desrespeitam e violam os direitos humanos, ou ainda que sejam elas construídas em torno de questões de etnia, linguagem, classe social, gênero, crenças, nível de escolaridade, capacidade física, emocional e intelectual.

A educação que leva em conta a diversidade têm como centralidade os sujeitos que aprendem no processo de desenvolvimento humano (físico, emocional e intelectual) em espaço-tempo-relações sociais diferentes. Tais sujeitos constroem suas identidades também pela socialização vivenciada nas escolas.

Um dos passos para superar o risco de transformar diferenças sociais em disputas de poder, separatividade e exclusão é preparar os profissionais da educação para uma educação integral que tenha como base uma formação para a diversidade. É este o entendimento da gestão pública de Canoinhas, onde o secretário municipal de educação deixou claro que a prioridade no seu mandato da pasta será de formação dos professores, dando ampla abertura e apoio a iniciativa de uma pós-graduação a ser oferecida pelo IFSC.
De acordo com levantamento feito em junho de 2016 junto à Secretaria Municipal de Educação de Canoinhas, dos 525 professores efetivos da rede municipal de ensino, um total de 251 não possuem nenhuma pós-graduação, ou seja, 47,8% do total dos professores.

Segundo dados do Plano Municipal de Educação (2015-2024), que está disponível no endereço eletrônico: <www.pmc.sc.gov.br/uploads/719/arquivos/565229_Diagnostico_do_PME.pdf>, a rede estadual em Canoinhas conta com 511 professores, destes apenas 54,8% professores possuem o nível superior seguido de uma pós-graduação, já na rede privada de ensino apenas 35,1 % de um total de 475 professores, possuem em sua formação a pós-graduação.
A cidade de Canoinhas tem como meta atingir 75% dos professores com pós-graduação até o ano de 2024, pois os gestores municipais entendem que com a formação continuada dos profissionais da educação básica é possível atender as demandas educacionais do município, sendo a pós graduação uma oportunidade para os professores aprofundarem seus conhecimentos e melhorar suas práticas pedagógicas em sala de aula (PME – Canoinhas, 2015).

A pesquisa de demanda realizada pelo próprio IFSC junto aos professores das redes municipais e estaduais de ensino, contou com a participação de 111 professores que responderam o questionário virtual com questões sobre os possíveis interesses em uma pós em educação. Dos pesquisados, 47 % são da rede municipal e 37% da rede estadual de ensino, sendo que 16% trabalham nas duas redes.

Na mesma pesquisa, com relação ao nível de escolaridade 10 % dos que responderam ao questionário possuem a graduação incompleta, outros 33 % a graduação completa, mas sem especialização nenhuma, o que demonstra claramente que existe uma demanda por formação para aqueles docentes. Com relação aos que já ingressaram numa pós Lato Sensu, 6% responderam que no momento estavam cursando uma especialização, contra outros 49% que possuíam o título de especialista. Outros 2 % possuem pós em nível de mestrado.

Ainda, com relação a pesquisa, foi levantada uma questão sobre quais os elementos que dificultam a sua formação continuada (o entrevistado poderia mencionar mais de uma resposta). Observa-se que 53,15% responderam que a principal motivação, para não darem continuidade em sua formação, estava relacionada aos custos elevados das mensalidades das pós-graduações em instituições privadas. Este resultado reitera a importância da oferta pelo IFSC da pós em Educação e Diversidade de forma pública e gratuita. Outras dificuldades levantadas estavam com relação a ausência de política incentivadora por parte das instituições em que trabalham (24,32 %) e a incompatibilidade entre atividades de trabalho e estudo com atividades domésticas e familiares (30,63%). Outras motivações apresentadas na pesquisa somaram 2 ,70%.
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