Projeto Político Pedagógico

Quanto ao perfil de formação técnica, foi tomando como base o Catalogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT). A área de eletroeletrônica, escolhida para o curso técnico concomitante se encaixa no eixo Controle e Processos Industriais. Este eixo compreende tecnologias associadas aos processos mecânicos e eletroeletrônicos.

De acordo com o documento, o perfil profissional de conclusão permite: Planejar e executar a instalação e manutenção de equipamentos e instalações eletroeletrônicas industriais. Projetar e instalar sistemas de acionamento e controle eletroeletrônicos. Aplicar medidas para o uso eficiente da energia elétrica e de fontes de energias alternativas. Elaborar, desenvolver e executar projetos de instalações elétricas em edificações em baixa tensão. Realizar medições, testes e calibrações de equipamentos eletroeletrônicos. Executar procedimentos de controle de qualidade e gestão. Inspecionar componentes, produtos, serviços e atividades de profissionais da área de eletroeletrônica.

De acordo com o CNCT, a área de atuação do técnico em Eletroeletrônica compreende:Empresas que atuam na instalação, manutenção, comercialização e utilização de equipamentos e sistemas eletroeletrônicos. Grupos de pesquisa que desenvolvam projetos na área de sistemas eletroeletrônicos. Laboratórios de controle de qualidade, calibração e manutenção. Indústrias de fabricação de máquinas, componentes e equipamentos eletroeletrônicos. Indústrias de transformação e extrativa em geral.

O principal campo de atuação do Técnico em Eletroeletrônica está voltado para a área da indústria, podendo também atuar na de serviços e comércio, nas quais suas atividades podem desenvolver-se tanto nas grandes, médias e pequenas empresas. Além disso, o profissional também poderá atuar na área de instalação elétrica residencial em baixa tensão.

Ao término do curso, o Técnico em Eletroeletrônica deverá estar apto para desenvolver atividades de planejamento, avaliação, controle, instalação, montagem e manutenção, sendo capaz de:

 

  1. Planejar e executar a instalação e manutenção de equipamentos e instalações eletroeletrônicas industriais, observando normas técnicas e de segurança.

  2. Projetar e instalar sistemas de acionamento e controle eletroeletrônicos.

  3. Propor o uso eficiente da energia elétrica.

  4. Elaborar, desenvolver e executar projetos de instalações elétricas em edificações em baixa tensão.

  5. Desenvolver programas para automatização de processos.

Não descrito.

Maick da Silveira Viana/ E-mail: maick.viana@ifsc.edu.br / (47) 3331-5601.

Avaliação é um processo, e pode indicar avanços e dificuldades na ação educativa, devendo remeter todos os atores envolvidos no processo a uma reflexão sobre sua prática. A avaliação da aprendizagem terá como parâmetros os princípios da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9394/96), do Plano de Desenvolvimento Institucional do IF-SC (PDI), do Regimento Didático Pedagógico do IF-SC (RDP) e o perfil de conclusão do curso definido no Projeto Pedagógico de Curso (PPC). “Avalia-se para diagnosticar avanços e entraves, para intervir, agir, problematizando, interferindo e redefinindo os rumos e caminhos a serem percorridos”(LOCH, 2003, p.134, apud PDI IF-SC 2015-2019, p. 22).

Diante dessa necessidade, é preciso rever conceitos, repensar práticas de sala de aula, replanejar o calendário escolar, buscar alternativas. Essa nova intencionalidade pode se traduzir na prática da metodologia participativa em sala de aula, pela qual se faz a recuperação da aprendizagem no próprio ato do ensino.

A avaliação será processual e diagnóstica, podendo ser também formativa ou somativa. A avaliação dos aspectos qualitativos compreende o diagnóstico, a orientação e a reorientação do processo de ensino e aprendizagem visando à construção dos objetivos.

A avaliação não pode ser unilateral. “A avaliação não é um ato pelo qual A avalia B”.

É o ato por meio do qual A e B avaliam juntos uma prática, seu desenvolvimento, os obstáculos encontrados ou os erros e equívocos porventura cometidos. Daí seu caráter dialógico. “Nesse sentido, em lugar de ser instrumento de fiscalização, a avaliação é a problematização da própria ação” (FREIRE, 1982, p.26, apud PDI IF-SC 2015-2019, p. 23). Portanto, o processo de avaliação deve auxiliar educadores e educandos na caminhada de crescimento, e a escola na sua tarefa de responsabilidade social, dando seu testemunho sobre a qualidade da formação técnica e política do educando.

A avaliação vista por esse prisma se torna impulsionadora do processo de construção do conhecimento. Se tivermos uma avaliação que privilegia o diagnóstico e sua posterior análise, tomamos consciência do que o aluno aprendeu e do que o aluno não aprendeu, sendo esse novamente o ponto de partida. Portanto, faz-se necessária também a aplicação do que diz o art. 24, inciso V, alínea "e" da LDB, que trata da “obrigatoriedade de estudos de recuperação”, assim também “é indispensável que os envolvidos sejam alvo de reavaliação, também paralela, a ser prevista nessas normas regimentais. Em se tratando de alunos com baixo rendimento, só a reavaliação permitirá saber se terá acontecido a recuperação pretendida. E, constatada essa recuperação, dela decorrerá a revisão dos resultados anteriormente anotados nos registros escolares, como estímulo ao compromisso com o processo. Estudo e avaliação devem caminhar juntos, como é sabido, onde esta — a avaliação — é o instrumento indispensável para constatar em que medida os objetivos colimados foram alcançados” (Parecer CNE/CEB nº 12/97, p. 2).

Os instrumentos de avaliação serão diversificados e deverão constar no plano de ensino do componente curricular, estimulando o aluno à: pesquisa, reflexão, iniciativa, criatividade, laboralidade e cidadania. A verificação da aprendizagem do aluno será feita através dos instrumentos diversificados, e serão atribuídos ao aluno conceitos inteiros de 0 (zero) a 10 (dez), sendo considerado para aprovação no mínimo o conceito 6,0 (seis), com frequência mínima de 75% (setenta e cinco); quando não alcançada a frequência mínima o aluno receberá conceito 0 (zero) em sua avaliação.

Ao longo do período letivo ocorrerão as observações e avaliações realizadas pelos professores individualmente, e no momento do Conselho de Classe da turma serão compartilhadas, e ajudarão a compor os resultados do aluno em relação ao seu desempenho acadêmico.

 

Bibliografia:

LOCH, Jussara Margareth de Paula. Avaliação na escola cidadã. In: ESTEBAN, Maria Teresa (org.). Avaliação: uma busca prática em busca de novos sentidos. 5. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 11.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

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