Projeto Político Pedagógico

Conduz com segurança visitantes e turistas em espaços naturais e/ou áreas legalmente protegidas, orientando e interpretando aspectos ambientais e socioculturais dos atrativos (sítios) turísticos existentes localmente. Contribui com a proteção ambiental e auxilia no monitoramento dos impactos ambientais da visitação. Elabora e negocia roteiros de visitação em ambientes naturais de forma articulada aos demais agentes envolvidos nas atividades turísticas.

Agências de viagem e operadoras de turismo, organismos turísticos e de forma autônoma na execução de itinerários e roteiro de visitas turísticas, na transmissão de informações, no atendimento de passageiros, na organização das atividades do dia, na realização das tarefas burocráticas como agendamentos e pagamentos.

  • Auxiliar no monitoramento e gerenciamento dos impactos socioambientais da visitação turística contribuindo com a gestão da sustentabilidade nos atrativos turísticos, indo além da visão econômica da atividade.
  • Conduzir visitantes com segurança, orientando e interpretando aspectos ambientais e sócioculturais dos atrativos turísticos, sensibilizando para a importância da conservação do meio ambiente e da valorização e conservação dos patrimônios culturais e históricos.
  • Valer dos recursos naturais, culturais e humanos da localidade para o desenvolvimento sustentável de atrativos turísticos.
  • Conhecer formas contemporâneas de linguagem, almejando o exercício da cidadania e preparação para o trabalho.
  • Compreender-se enquanto sujeito de direitos e deveres, reconhecendo uma visão histórica e crítica das relações sociais, em consonância com os princípios que regem os direitos humanos.
  • Ler, articular e interpretar símbolos e códigos em diferentes linguagens e representações, estabelecendo estratégias de solução e integrando conhecimentos das ciências e de outros campos do saber.
  • Entender a sociedade, sua gênese e a transformação dos fatores que nela intervêm como produtos da ação humana e do seu papel como agente social.

O público dos cursos de PROEJA é caracterizado por ser formado por pessoas cujas histórias de vida não possibilitaram a formação na Educação Básica no tempo regular. Por esse motivo o projeto de curso não deve se ater em uma replicação das práticas convencionais adotadas no ensino regular, levando em conta as especificidades de pessoas que já tem uma trajetória de vida adulta, onde a maioria delas estabeleceram família, possuem dependentes e estão inseridos no mundo do trabalho, sendo caracterizados não como alunos convencionais, mas como trabalhadores-estudantes.

Tendo em vista o disposto acima, pretende-se que os servidores que atuarão no curso compreendam as particularidades envolvidas com a EJA. Para tal, é fundamental que docentes e TAEs do Núcleo Pedagógico realizem encontros periódicos de formação sobre a EJA e no qual também serão debatidas e elaboradas possibilidades de ações interdisciplinares. Estas reuniões também serão utilizadas para discutir a solução de problemas pedagógicos referentes ao dia-a-dia da sala de aula, como infrequência, abandono, atrasos, desmotivação, problemas de relacionamento, entre outros. O grupo de servidores que participam dessas atividades são todos aqueles que estarão envolvidos com a turma ao longo do semestre e constituem o Coletivo Docente conforme a Resolução CEPE/IFSC 186/2017, com carga horária destinada para suas atividades.

A metodologia do trabalho pedagógico é adotada tendo em vista algumas finalidades e características do IFSC, presentes no Projeto Pedagógico Institucional (PPI), no Documento Orientador da EJA (IFSC, 2017), no Regimento Didático Pedagógico (RDP) do IFSC, e no Projeto Pedagógico do Curso (PPC). Orientado pelo trabalho como princípio educativo, algumas dessas finalidades são: ofertar educação profissional e tecnológica, formando e qualificando cidadãos com vistas à atuação profissional nos diversos setores da economia, com ênfase no desenvolvimento socioeconômico local, regional e nacional; promover um processo educativo e investigativo de geração e adaptação de soluções técnicas e tecnológicas às demandas sociais e peculiaridades regionais; favorecer a construção de uma identidade crítica, investigativa e ativa socialmente do trabalhador-estudante; realizar e estimular a pesquisa aplicada, a produção cultural, o empreendedorismo, o cooperativismo e o desenvolvimento científico e tecnológico.

Além dos aspectos de formação e qualificação profissional, a prática docente é alicerçada pela concepção de ser humano e de cidadão que se pretende formar, bem como, pelas metas e objetivos definidos pela equipe. Consciente que os métodos de ensino não são um fim, mas um meio pelo qual o docente busca alcançar os objetivos estabelecidos, a prática pedagógica deve desenvolver competências e habilidades relacionadas à construção autônoma do conhecimento; estimular postura ativa do aluno no processo de ensino e aprendizagem; promover a interdisciplinaridade, aprendizagem colaborativa, bem como a necessidade de pesquisa e extensão. A adequação de estratégias aos conteúdos/conceitos que serão trabalhados será sempre analisada para atender as especificidades das disciplinas, a natureza do conteúdo, a necessidade do trabalhador estudante, o perfil do grupo/classe e o contexto educacional.

Os conhecimentos referentes às diferentes áreas do conhecimento serão trabalhados de forma a garantir suas especificidades e, também, suas inter-relações. Fundamentado numa abordagem conceitual de interdisciplinariedade, este projeto buscará proporcionar o vínculo dos conteúdos mínimos a serem estudados à compreensão do contexto em que os trabalhadoresestudantes estão inseridos, o desenvolvimento de uma pedagogia autônoma e problematizadora, centrada na resolução de problemas, o aprofundamento e a ampliação dos conhecimentos dos discentes.

Para compatibilizar a oferta do curso com o contexto dos discentes que possuem uma rotina de trabalho e de compromissos familiares, as aulas do Tempo-Escola serão ofertadas no período noturno entre segundas e quintas-feiras, deixando uma noite da semana para que o trabalhadorestudante possa se dedicar a outras atividades do seu cotidiano. No entanto, algumas atividades poderão ser realizadas em contra turno devido a especificidades dos componentes curriculares envolvidos, como visitas técnicas e saídas de campo, respeitando a disponibilidade dos trabalhadores-estudantes. Caso alguns discentes da turma não possam participar poderá ser desenvolvida uma atividade alternativa em Tempo Social, mesmo que não esteja prevista na carga horária do componente envolvido e desde que não ultrapasse 40% da carga horária do componente curricular. Sobre essa atividade alternativa de Tempo Social deve incidir nota e frequência.

Os trabalhadores-estudantes que não apresentarem documentação exigida pelo edital no momento da matrícula deverão ser matriculados condicionalmente à entrega de documentação conforme a Resolução CEPE/IFSC 186/2017, devendo assinar um termo de compromisso providenciado pelo Registro Acadêmico onde se comprometem a fornecer os documentos faltantes. Ainda, aqueles candidatos que não tiverem o Ensino Fundamental Completo poderão ser admitidos, sendo sua aptidão em acompanhar o curso a avaliação diagnóstica para seu ingresso, como consta na Resolução CEPE/IFSC 186/2017. Neste caso, o trabalhador estudante deve fazer uma declaração de próprio punho sobre sua trajetória escolar no momento da matrícula. Aqueles candidatos que já possuem Ensino Médio e desejam a certificação profissional poderão se matricular no curso no período de matrícula em vagas remanescentes, desde que hajam vagas excedentes, como consta na Resolução acima citada.

A matrícula nos cursos PROEJA ocorre de forma seriada, sendo que o trabalhador-estudante cursa os componentes de diversas áreas do conhecimento e da formação profissional em um mesmo semestre. Apesar disso, não há pré-requisitos de acesso entre um semestre e outro, o que  abre a possibilidade de ingresso no início do segundo, terceiro e quarto módulos do curso. Dessa forma, na presença de vagas ociosas, o trabalhador que ingressar, por exemplo, no segundo módulo, cursará, em ordem cronológica o segundo, o terceiro, o quarto e, por fim, o primeiro módulo. Caso ingresse no terceiro, cursará logo após o quarto, o primeiro e o segundo módulos, nessa ordem. É importante ressaltar que, com respaldo na Resolução CEPE/IFSC 186/2017, a permanência do trabalhador-estudante não está condicionada a reprovação em no máximo dois componentes curriculares no semestre. Na eventualidade de uma reprova em três ou mais unidades ele poderá ser matriculado em turmas especiais de pendência, preferencialmente na forma de Estudo Dirigido, ao longo dos próximos semestres, e não necessariamente no semestre subsequente àquele no qual foi reprovado. Ainda, ele pode se matricular na turma regular quando ela for ofertada novamente. 

Pedro Rates Vieira, pedro.vieira@ifsc.edu.br, (49) 3236-3117

Os trabalhadores-estudantes enfrentam diversas dificuldades de aprendizagem. Entre as possíveis causas estão a idade dos alunos, o tempo que estiveram longe da escola, a falta de hábito de estudo, a incompreensão dos conteúdos, o não uso da língua na norma culta e a não compreensão da necessidade de estudar determinados componentes curriculares. Ao retornarem à escola precisam compreendê-la como um espaço de relações, diálogos, reflexões e aprendizagens enquanto experiências significativas em suas vidas.

Entre os princípios considerados pela Instituição, e em consonância com o Regimento Didático Pedagógico (RDP) do IFSC, a avaliação prima pelo caráter diagnóstico e formativo, devendo ser processual, somativa, continuada e diversificada. A avaliação como ato diagnóstico e como processo contínuo tem por objetivo a inclusão, subsidiando ações que viabilizem tanto o domínio técnico como o domínio dos demais aspectos relevantes à formação do cidadão. Serve para indicar avanços e dificuldades na ação educativa, devendo subsidiar a reflexão da prática pedagógica. A avaliação não deve ser um instrumento de classificação, de seleção ou de exclusão social, mas de construção coletiva dos sujeitos e de uma escola de qualidade.

A título de exemplificação, apresenta-se, na sequência, as múltiplas dimensões elucidadas neste projeto sobre o funcionamento do processo avaliativo:

  • Diagnóstica: na medida em que caracteriza o desenvolvimento do trabalhador-estudante no processo de ensino-aprendizagem, visualizando avanços e dificuldades e realizando ajustes, tomando decisões necessárias às estratégias de ensino e ao desempenho dos sujeitos do processo;
  • Processual: quando reconhece que a aprendizagem acontece em diferentes tempos, por processos singulares e particulares de cada sujeito, tem ritmos próprios e lógicas diversas, em função de experiências anteriores mediadas por necessidades múltiplas e por vivências individuais que integram e compõem o repertório a partir do qual realiza novos aprendizados, e ressignifica os antigos;

  • Formativa: na medida em que o sujeito tem consciência da atividade que desenvolve, dos objetivos da aprendizagem, podendo participar da regulação da atividade de forma consciente, segundo estratégias metacognitivas que precisam ser compreendidas pelos educadores. Pode expressar seus erros, como hipóteses de aprendizagem, limitações, expressar o que sabe, o que não sabe e o que precisa saber;

  • Somativa: expressa o resultado referente ao desempenho do trabalhador-estudante durante o curso, por meio de menções, relatórios ou notas.

A intervenção dos professores no processo avaliativo é fundamental para a reorientação e o redimensionamento da prática pedagógica. Os professores procuram perceber as dificuldades e buscar estratégias metodológicas visando a superação delas, seja com orientações individuais ou em grupo, ou com palestras para toda a turma. Especificamente na operação de ferramentas, as avaliações acontecerão de forma teórico-prática, ou seja, de forma que o aluno possa expressar as habilidades pessoais e registrar os conhecimentos de forma escrita e oral.

A avaliação se dará durante todos os momentos do processo de ensino e aprendizagem, valorizando o crescimento do estudante qualitativa e quantitativamente. Haverá recuperação paralela de conteúdos e avaliações. A recuperação de estudos deverá compreender a realização de novas atividades pedagógicas no decorrer do período letivo, que possam promover a aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento das competências.

Sobre o processo avaliativo dos trabalhadores-estudantes, suas funções primordiais são:

  • Obter evidências sobre o desenvolvimento do conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias à constituição de competências, visando à tomada de decisões sobre o encaminhamento dos processos de ensino e aprendizagem e/ou a progressão do estudante para o semestre seguinte;

  • Analisar a consonância do trabalho pedagógico com as finalidades educativas previstas no Projeto Pedagógico do Curso;

  • Estabelecer previamente, por componente curricular, critérios que permitam visualizar os avanços e as dificuldades dos estudantes na constituição das competências.

Considera-se que a avaliação de aprendizagem é uma ação de acompanhamento dos trabalhadores-estudantes do curso e, nesse sentido, não se aplica o disposto no artigo 97 do Regulamento Didático-Pedagógico do IFSC (RDP), sendo oportunizada uma atividade substitutiva à avaliação não realizada, por meio de processo específico.

Ao final dos estudos de recuperação o aluno será submetido à avaliação, cujo resultado será registrado pelo professor. Para a aprovação o aluno deverá atingir, no mínimo, 75% de frequência em cada Componente Curricular.

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