Projeto Político Pedagógico

O Engenheiro Eletricista será capacitado para atuar em Engenharia Elétrica, com foco em Eletrotécnica e em Planejamento e Mercado de Energia Elétrica. Todavia, o paradigma da estrutura curricular visa formar um profissional que tenha habilidades para trabalhar em equipes multidisciplinares, prover soluções com inovação tecnológica e ter a capacidade de adaptação em diferentes locais de trabalho.

Muitas dessas habilidades e competências não constam explicitamente nos conteúdos programáticos, mas devem ser desenvolvidos implicitamente nas diversas atividades no decorrer do curso de engenharia. Resumidamente, a lista abaixo contém as principais habilidades e competências do perfil do profissional egresso em Engenharia Elétrica:

  • Conhecimento sólido em áreas científicas básicas, como matemática, física e ferramentas computacionais aplicadas à Engenharia; 
  • Formação tecnológica que habilite o profissional a inovar e absorver novos conhecimentos e metodologias; 
  • Capacidade para buscar e interpretar informações para resoluções de problemas; 
  • Habilidades para realizar estudos aprofundados, projetos, simulações numéricas, análises e resoluções de problemas em engenharia elétrica; 
  • Equacionamento de problemas de Engenharia Elétrica, utilizando conhecimentos de eletricidade, matemática, física, química e informática, propondo soluções adequadas e eficientes; 
  • Coordenação, planejamento, operação e manutenção de sistemas de Engenharia Elétrica; 
  • Práticas de pesquisa e desenvolvimento e de iniciação científica;
  • Postura profissional ética, humana, criativa e proativa; 
  • Dinamismo e adaptação às necessidades socioambientais; 
  • Organizar, planejar e se expressar de forma clara e objetiva; 
  • Capacidade de liderança para trabalhos em equipe e empreendedorismo; 
  • Visão sistêmica e multidisciplinar da engenharia; 
  • Resolução de problemas de maneira racional, reflexiva e sustentável; e 
  • Capacidade de concepção, negociação e realização de projetos e estudos em engenharia elétrica.
  • Projetos de Instalações Elétricas Residenciais, Prediais e Industriais;
  • Qualidade e Eficiência Energética;
  • Geração de Energia Elétrica;
  • Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica;
  • Regulação e Mercados de Energia;
  • Planejamento Integrado de Recursos Energéticos;
  • Planejamento da Operação de Sistemas Elétricos;
  • Máquinas Elétricas;
  • Eletrônica de Potência;
  • Manutenção Industrial;
  • Proteção de Sistemas Elétricos de Potência.

O Conselho Nacional de Educação, por meio da Câmara de Educação Superior, instituiu diretrizes curriculares dos cursos de engenharia através de sua Resolução CNE/CES n. 11 de 11 de março de 2002. O Artigo 4° deste documento trata das mínimas habilidades e competência que deve ter um profissional em engenharia, a saber:

Art.4° A formação do engenheiro tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais:

I- aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia;

II- projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados;

III- conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;

IV- planejar, supervisionar, elaborar, coordenar projetos e serviços em engenharia;

V- identificar, formular e resolver problemas de engenharia;

VI- desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;

VII- supervisionar a operação e manutenção de sistemas;

VIII- avaliar criticamente a operação e manutenção de sistemas;

IX- comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;

X- atuar em equipes multidisciplinares;

XI- compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissionais;

XII- avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental;

XIII- avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;

XIV- assumir a postura permanente de atualização profissional.

De um modo geral, nas engenharias as transformações científicas e tecnológicas ocorrem com rapidez. O engenheiro deve possuir a capacidade de acompanhar essas transformações e poder resolver problemas concretos da sua área de atuação, além de adaptar-se às novas situações encontradas no ambiente de trabalho.

A grade curricular do curso de graduação em Engenharia Elétrica segue os preceitos da Resolução CNE/CES n. 02 de 2007 e a Deliberação CEPE/IFSC n. 44 de 2010 “Diretrizes para os Cursos de Engenharia no IFSC”.

De acordo com o Art. 7º da Deliberação CEPE/IFSC n 44 de 2010, a estrutura curricular deve conter um núcleo de formação básica, com mais de 30% da carga horária total; um núcleo de formação profissionalizante, com mais de 15% da carga horária total; e um núcleo com conteúdos específicos com extensões e aprofundamentos dos conhecimentos profissionalizantes. Além disso, a formação do engenheiro incluirá como etapa integrante estágio curricular supervisionado com carga horária mínima de 160 horas; e também um trabalho final de curso como atividade de síntese e integração dos conhecimentos, com carga horária mínima de 140 horas.

Outrossim, ressalta-se que a integralização do curso é contabilizada em horas-aula e horasefetiva, conforme Resolução n. 3, de 2 de julho de 2007, Art. 3.

Ademais, conforme regulamentação vigente do IFSC, as aulas são ministradas em 60 minutos considerando a cessão dos últimos 5 minutos para socialização do estudante, sendo 4 aulas por período (manhã, tarde ou noite), em um semestre de 20 semanas, perfazendo 100 dias letivos por semestre. E, com um intervalo de 20 minutos entre duas aulas de um mesmo período.

Responsável: Prof. Edison A. C. Aranha Neto
E-mail: eng.eletrica@ifsc.edu.br
Telefone: (48) 3211-6120
Titulação: Doutor
Formação Acadêmica: Engenheiro Eletricista
Regime de trabalho: 40h DE

O discente do Curso de Engenharia Elétrica é avaliado de forma contínua em cada unidade curricular, de modo a sanar possíveis lacunas na aprendizagem e garantir o crescimento do discente e o seu aprimoramento em termos de conhecimento. Com as competências necessárias para atuar como Engenheiro Eletricista e atender a concepção do curso, oferece formação de qualidade não apenas na sua dimensão conceitual, mas propiciando o saber ser (atitudes, posturas e valores) e o saber fazer (conhecimentos e habilidades).

A avaliação da unidade curricular é efetuada pelo docente que orienta a unidade curricular, conforme as regulamentações pedagógicas vigentes. Ao final da unidade curricular, o educando é considerado APROVADO, caso obtenha nota superior ou igual a seis, ou REPROVADO, caso obtenha nota inferior a seis, respeitando-se os seguintes critérios dispostos nas regulamentações pedagógicas vigentes. O educando considerado reprovado em uma unidade curricular não poderá ingressar nas seguintes que a tiverem como pré-requisito. Durante o processo de avaliação, o educando que se sentir prejudicado com a nota recebida em uma determinada avaliação poderá recorrer, conforme previsto nas regulamentações pedagógicas vigentes.

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