Projeto Político Pedagógico

O egresso do Curso Superior de Tecnologia de Alimentos é o profissional com a competência para planejar serviços, implementar atividades, administrar e gerenciar recursos, promover mudanças tecnológicas e aprimorar condições de segurança, qualidade, saúde e meio ambiente na indústria de alimentos. Este profissional é capaz de absorver e desenvolver novas tecnologias, de forma racional e sustentável, com o intuito de resolver problemas e contribuir com a melhoria dos processos na indústria de alimentos, podendo ainda atuar na área de pesquisa e desenvolvimento, em instituições de ensino, pesquisa e consultorias.

O mercado de trabalho para o profissional da área de Tecnologia de Alimentos é bastante amplo, uma vez que uma boa parcela da economia brasileira está ligada em produtos primários e na produção de alimentos. Os novos hábitos alimentares da população, com uma maior preocupação com a qualidade de vida e saúde, expandem o mercado de alimentos de maior segurança e qualidade nutricional. Ademais, a crescente preocupação em torno do impacto ambiental da atividade industrial também tem criado uma demanda por profissionais capazes de planejarem e desenvolverem suas atividades com vistas a sustentabilidade, utilizando tecnologias mais limpas.

A região da serra catarinense, onde o Câmpus Urupema está inserido, tem uma demanda por profissionais que possam atuar desde indústrias de grande porte, que se encontram instaladas na região, junto a pequenos produtores rurais, na elaboração e formação de associações e cooperativas, e também na criação de novos empreendimentos, caráter esse reforçado durante em todas as unidades curriculares do curso, além da unidade específica com essa temática.

Neste contexto, o egresso do Curso Superior em Tecnologia de Alimentos poderá atuar em todas as etapas que envolvam aspectos tecnológicos do processamento de alimentos, desde a elaboração de projetos industriais, em conjunto com o profissional engenheiro, passando pela seleção de matérias-primas e processos tecnológicos adequados, controle de qualidade, análise físico-química e microbiológica, até o transporte e comercialização de produtos, englobando assim toda a cadeia de produção de alimentos e bebidas. Afora os aspectos técnicos da área, o curso proposto conta também com diversas disciplinas ligadas a área de gestão, complementando a formação do egresso, principalmente com vistas a atividades empreendedoras. A formação permite a esse profissional atuar também na área de ensino e pesquisa em Tecnologia de Alimentos.

Com conhecimento técnico-científico da área, esse profissional atua sempre visando o aumento da produtividade e qualidade dos alimentos, pelo seu caráter empreendedor e proativo, busca sempre soluções inovadoras, antecipando-se as tendências do mercado. Todas essas atividades poderão contribuir para agregação de valor à matéria-prima e melhoria na geração de renda, tanto para os produtores, quanto para as agroindústrias já existentes ou a serem criadas. 

  • Supervisão e controle na seleção e armazenamento da matéria-prima e de produtos acabados;

  • Coordenação, organização e realização do controle de qualidade e padronização no processo de industrialização;

  • Supervisão e controle dos processos de higienização dos equipamentos e instalações industriais;

  • Análises químicas e físico-químicas, químico-biológicas, bromatológicas, toxicológicas e sensoriais;

  • Planejamento e controle das qualidades nutricional e dietética das matérias-primas e dos produtos acabados;

  • Aplicação e controle dos processos físicos, químicos, bioquímicos e microbiológicos inerentes à tecnologia de alimentos;

  • Supervisão, condução e controle de operações e processos industriais;

  • Aplicação da legislação reguladora de atividades e de produtos;

  • Supervisão e controle dos tratamentos de substâncias residuais inerentes à industrialização de alimentos;

  • Pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e processos na área de processamento de alimentos;

  • Planejamento, desenvolvimento e otimização das operações unitárias;

  • Direção, supervisão, programação, coordenação, orientação e responsabilidade técnica em indústrias de alimentos;

  • Elaboração de pareceres, laudos e atestados, no âmbito de suas atribuições.

A prática pedagógica do Curso Superior de Tecnologia de Alimentos orienta-se pelo Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e pelo Regulamento Didático Pedagógico do IFSC.

O currículo por competências se constitui em uma organização de conteúdos integrando conhecimento, habilidades e atitudes. Tendo por objetivo promover a interdisciplinaridade no processo ensino/aprendizagem, essa metodologia implica em ações pedagógicas que possibilitem ao aluno a construção de seu conhecimento e a aplicação dos já construídos.

Dentro deste contexto, todos e cada um são sujeitos do conhecer e do aprender, visando à construção do conhecimento, partindo da reflexão, do debate e da crítica, numa perspectiva criativa, interdisciplinar e contextualizada. O aluno é desafiado e motivado a buscar e a construir o seu próprio conhecimento, enquanto ao educador cabe exatamente problematizar, desafiar e motivar o educando, tornando ambos sujeitos de uma relação crítica e criadora.

No processo de ensino-aprendizagem, interagem cinco elementos fundamentais: aluno, professor, forma, conteúdo e a realidade técnico-científica e socioeconômica. O docente que atuará neste processo deve, além de possuir os conhecimentos teórico-práticos adequados e estar capacitado pedagogicamente, buscar constantemente a validade de novos conceitos e interpretações, viver em termos práticos como reflexão crítica, conhecer e refletir sobre técnicas e procedimentos educacionais e entender e aceitar a diversidade do corpo discente.

Buscando a construção do seu conhecimento, o educando, profissional em formação, precisa conhecer a realidade a qual encontrará, avaliar os problemas apresentados, buscar e aplicar soluções prováveis e, sobretudo, refletir criticamente sobre os resultados. Além disso, em uma sociedade em constante mudança, o profissional também deve agir proativamente na melhoria e otimização de processos dentro de sua área de atuação, antecipando-se a possíveis problemas futuros. A prática de relacionar os conceitos teóricos e práticos para além dos limites da sala de aula, incentivada desde o início do curso, conscientiza os alunos do importante papel profissional do Tecnólogo em Alimentos e sua contribuição na sociedade.

As práticas pedagógicas e os métodos de ensino utilizados em cada unidade curricular devem ser estabelecidos no respectivo plano de ensino, definidos pelo professor responsável e aprovados pelo Colegiado do curso. De uma forma geral, podemos destacar algumas atividades, tais como:

- aulas teóricas expositivas e dialogadas,

- aulas práticas em laboratórios,

- estudos dirigidos, estudos de caso e seminários,

- discussão de artigos científicos,

- visitas técnicas em indústrias de alimentos e empresas afins,

- trabalhos realizados em grupo e individuais,

- participação em eventos e feiras da área,

- elaboração de relatórios,

- elaboração e desenvolvimento de projetos.

 

Estas práticas pedagógicas podem ser atendidas em parte ou de forma total na promoção do conhecimento e formação do profissional, além de promover a problematização e contextualização dos temas do curso, assegurando a inter-relação do tripé ensino, pesquisa e extensão.

Assim, o currículo do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos está estruturado em seis semestres, para os quais são definidos os objetivos e as bases tecnológicas necessárias para a construção das competências. Nos dois primeiros semestres, são oferecidas unidades curriculares que fornecem os conhecimentos básicos necessários para as unidades mais especificas da área de Tecnologia em Alimentos.

Do terceiro ao quinto semestre, serão ministradas as unidades curriculares relacionadas a área de bioquímica e microbiologia de alimentos, análises e controle de qualidade e as unidades de tecnologia, que passam por todos os grupos de matérias-primas e alimentos de origem animal e vegetal. Além disso, com foco para a formação de um profissional com perfil empreendedor, durante o curso são oferecidas unidades curriculares na área das Ciências Sociais Aplicadas, que se inter-relacionam com as unidades específicas para uma visão ampla e completa do papel do tecnólogo de alimentos no mercado de trabalho.

Desde o primeiro semestre, o aluno conciliará as aulas teóricas e práticas, conforme exposto na estrutura curricular do curso. Embora a proposta envolva 40 vagas no processo seletivo, as aulas práticas serão oferecidas em turmas com número reduzido de alunos, que não ultrapasse 20 alunos, para não prejudicar o processo de aprendizagem. A estrutura de laboratórios e o corpo docente do Câmpus Urupema garante a viabilidade para formação de mais de uma turma, em horários distintos e alternados, quando envolver atividades de aula prática em laboratórios.

Neste contexto, também é importante promover ao máximo a interdisciplinaridade, visto que a prática permite ao aluno, de modo mais amplo do que seria possível em uma unidade curricular individual, a reflexão, discussão e compreensão dos conhecimentos, alcançando uma visão unitária e comum do saber. Serão realizadas reuniões periódicas entre os professores do curso, para debater estratégias visando estabelecer a melhor integração entre as diferentes unidades curriculares. Além disso, a unidade curricular "Desenvolvimento de Novos Produtos", oferecida no quinto semestre, também é uma oportunidade para o aluno integrar todos os conhecimentos adquiridos ao longo do curso, uma vez que envolve desde conceitos de administração e marketing até o processamento do produto, ou seja, a tecnologia de alimentos propriamente dita.

As atividades extraclasse, como as visitas técnicas em indústrias de alimentos e locais afins, complementam e dinamizam o processo de aprendizagem, além de proporcionar a integração recíproca entre várias unidades curriculares, levando ao aluno a reflexão e integração dos diversos conhecimentos vistos na sala de aula.

No sexto semestre, é realizado o estágio obrigatório, onde o aluno desenvolve um projeto de desenvolvimento técnico e/ou uma atividade de pesquisa dentro de contexto da prática, na indústria de alimentos ou laboratório de pesquisa no qual realiza seu estágio, integrando as habilidades e conhecimentos adquirido durante o curso, desenvolvendo a capacidade crítica de planejamento e estimulando características como proatividade e empreendedorismo.

O resultado deste processo é um egresso preparado para o mercado de trabalho, com comportamento e entendimento de cidadão autônomo e competente, com capacidade de tomar iniciativa e empreender projetos inovadores na área de Tecnologia em Alimentos.

Nome: João Gustavo Provesi

Email: joao.provesi@ifsc.edu.br

Fone: ( 49) 3236-3113

Nome: Leilane Costa de Conto

Email: leilane.conto@ifsc.edu.br

Fone: ( 49) 3236-3113

Nome: Wilson Castello Branco Neto

Email: wilson.castello@ifsc.edu.br

Fone: ( 49) 3236-3113

A avaliação é um instrumento diagnóstico voltado ao crescimento estando a serviço de uma prática pedagógica para a transformação social localizando necessidades e compreendendo superações, aspectos atitudinais e culturais do educando. Sendo assim, neste curso, as avaliações acontecerão através de: avaliação diagnóstica, processual, formativa, somativa, continuada e diversificada. Serão considerados critérios como: assiduidade, realização das tarefas, participação nas aulas, avaliação individual, trabalhos em equipes, colaboração e cooperação com colegas e professor.

Outro fundamento é a continuidade, sendo a avaliação realizada durante todos os momentos do processo de ensino e aprendizagem, valorizando o crescimento do aluno qualitativa e quantitativamente. Haverá recuperação paralela de conteúdos e avaliações. A recuperação de estudos deverá compreender a realização de novas atividades pedagógicas no decorrer do período letivo, que possam promover a aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento das competências.

A avaliação prima pelo caráter diagnóstico e formativo, consistindo em um conjunto de ações que permitem recolher dados, visando à análise da constituição das competências por parte do aluno, previstas no plano de curso. Suas funções primordiais são:

  • obter evidências sobre o desenvolvimento do conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias à constituição de competências, visando a tomada de decisões sobre o encaminhamento dos processos de ensino e aprendizagem e/ou a progressão do aluno para o semestre seguinte;

  • analisar a consonância do trabalho pedagógico com as finalidades educativas previstas no Projeto Pedagógico do Curso;

  • estabelecer previamente, por unidade curricular, critérios que permitam visualizar os avanços e as dificuldades dos alunos na constituição das competências. Os critérios servirão de referência para o aluno avaliar sua trajetória e para que o professor tenha indicativos que sustentem tomadas de decisões.

Conforme o Art. 167 do Regulamento Didático Pedagógico do IFSC (Resolução Nº 41, de 20 de novembro de 2014), o resultado da avaliação será registrado por valores inteiros de 0 (zero) a 10 (dez) e o resultado mínimo para aprovação em um componente curricular é 6 (seis).

Serão realizadas reuniões entre os docentes, coordenação e Núcleo Pedagógico durante o desenvolvimento dos semestres, conforme previsto no Regulamento Didático Pedagógico do IFSC.

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