Projeto Político Pedagógico

Conduz e assiste pessoas ou grupos em traslados, passeios, visitas e viagens no Estado de Santa Catarina. Informa os visitantes sobre aspectos socioculturais, históricos, ambientais e geográficos. Traduz o patrimônio material e imaterial de uma região para visitantes. Estrutura e apresenta roteiros e itinerários turísticos de acordo com interesses, expectativas ou necessidades específicas considerando os princípios da responsabilidade socioambiental
Segundo Chimenti e Tavares (2007), o mercado de atuação deste profissional é bastante amplo, podendo encontrar um diverso nicho de oportunidade e empreendedorismo. O profissional Guia de Turismo, conforme Decreto nº946 de outubro de 1993, que  regulamenta a Lei nº 8.623, de 28 de janeiro de 1993, cita no artigo 2º as principais atribuições dos guias de turismo: a) acompanhar, orientar e transmitir informações a pessoas ou grupos em visitas, excursões urbanas, municipais, estaduais,....c) promover e orientar despachos e liberação de passageiros e as respectivas bagagens, em terminais de embarque e desembarque aéreos, marítimos, fluviais, rodoviários e  ferroviários; d) ter acesso a todos os veículos de transporte, durante o embarque ou desembarque, para orientar as pessoas ou grupos sob sua responsabilidade, observando as normas específicas do respectivo terminal; e) ter acesso gratuito a museus, galerias de arte, exposições, feiras, bibliotecas e pontos de interesse turístico, quando estiverem conduzindo ou não, pessoas ou grupos, observadas às normas de cada estabelecimento, desde que devidamente credenciado como Guia de Turismo; f) portar,  privativamente, o crachá de Guia de Turismo emitido pelo CADASTUR e Ministério do Turismo.

Segundo o Decreto nº 946 de 1993 e legislação brasileira estabelecem como funções ao Guia de Turismo Regional “a  recepção, o traslado, o acompanhamento, a prestação de informações e assistência a turistas, em itinerários ou roteiros locais ou intermunicipais de uma determinada unidade da federação, para visitas a seus atrativos turísticos”. Assim, o profissional pode vir atuar no receptivo ou no emissivo regional, atuando no acompanhamento do grupo, desde a saída da atividade, no percurso e durante a viagem, hospedando na localidade visitada com o grupo e obrigatoriamente retornará com o mesmo. Já o guia de turismo local ou receptivoé responsável por toda a hospedagem e receptividade local, atuando nos passeios locais, prestando serviço especifico, como um passeio na cidade, o city tour, podendo também desenvolver atividades nos segmentos de turismo pedagógico, turismo religioso, turismo cultural, natural e de aventura local. O Profissional da área, após a conclusão de curso de Nível Superior, pode vir atuar como Profissional da educação, um docente em cursos técnicos e de qualificação profissional na área de Guia de Turismo, podendo também vir a  desenvolver atividades de consultorias para empresas privadas, organização não governamental e para órgãos públicos, sendo municipal e estadual.

CHIMENTI, Silvia, TAVARES, Adriana Menezes de. Guia de Turismo: O profissional e a profissão. São Paulo: Editora Senac, 2007

  1. Sistematizar informações sobre a oferta turística da região;
  2. Atuar com ética e responsabilidade socioambiental aplicando a legislação relativa à profissão;
  3. Promover a interação do visitante com aspectos históricos, geográficos, socioculturais e ecológicos dos locais visitados e comunidades receptoras bem como contribuir com a conservação desse espaço;
  4. Comunicar-se e relacionar-se com desenvoltura, cordialidade, ética e profissionalismo com os diferentes públicos;
  5. Planejar e operacionalizar roteiros para a condução de visitantes de acordo com seu perfil e necessidades;
  6. Conduzir os visitantes com segurança, hospitalidade e pró-atividade.
  7. Desenvolver atitudes empreendedoras, analisando oportunidades e planejando a criação de serviços inovadores na sua área de atuação;
O Curso Técnico em Guia de Turismo orienta-se pelo Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e pelo Regimento Didático do IFSC.
O Câmpus Florianópolis-Continente do IFSC desenvolverá uma política de formação permanente para os seus educadores. Isso possibilita a qualificação e a integração com o Projeto Pedagógico da Instituição. Serão  realizadas reuniões periódicas visando o acompanhamento, análise e avaliação do desenvolvimento do curso.
O currículo elaborado por competências implica em ações pedagógicas que possibilitem ao estudante a construção de seu conhecimento. Além disso, o espaço constituído na escola possibilita interação permanente entre estudantes, docentes e demais servidores de modo que gere ações críticas, reflexivas e construtivas.
O fazer pedagógico dá-se através de atividades em sala de aula com aulas expositivo-dialogadas, estudos dirigidos, apresentações, seminários e desenvolvimento de projetos. Visitas técnicas/culturais pedagógicas, estudos de caso, levantamento de problemas e busca de soluções no entorno da Instituição são atividades que complementam e dinamizam o processo.
Em todas as unidades curriculares do curso, as visitas técnicas irão ocorrer de acordo com o agendamento e programação de cada professor responsável pelo componente curricular. As visitas técnicas de prática de guiamento são inerentes a formação do Guia de Turismo, nessas viagens os estudantes tem a oportunidade de praticarem os procedimentos operacionais e de técnicas de guiamento. Outras visitas são relevantes para o reconhecimento de aspectos sociais, culturais, geológicos e biológicos necessários para a boa condução e/ou guiamento. Dessa forma as propostas de visitas técnicas com locais e situações de referência encontram-se citados abaixo. Essa visitas são para refferência do curso e podem ser mudados por outras similares ou outras atividades práticas conforme novas demandas das práticas de guiamento e de formação do Guia de Turismo Regional Santa Catarina surgirem.
5. Chefe DEPE:
Nome: Jane Parisenti
e-mail: janeparisenti@ifsc.edu.br
Contato: (48) 3877-8430
6. Contato:
Nome: Uéslei Paterno,
E-mail: ueslei@ifsc.edu.br
Contato: (48) 3877-8418;
A avaliação como ato diagnóstico e como processo contínuo tem por objetivo a inclusão, subsidiando ações que viabilizem tanto o domínio técnico como o domínio dos demais aspectos relevantes à formação do cidadão. Serve para indicar avanços e dificuldades na ação educativa, devendo subsidiar a reflexão da prática pedagógica. De acordo com o exposto na Resolução 041/2014/CONSUP, que dispõe sobre o Regulamento Didático Pedagógico (RDP), os instrumentos de avaliação serão diversificados e deverão constar no plano de ensino do componente curricular, sempre estimulando o aluno à pesquisa, reflexão, iniciativa, criatividade, laboralidade e cidadania. As ferramentas a serem utilizadas na avaliação, constantes na RDP, deverão ser estabelecidas no plano de ensino. Entre os princípios considerados pela Instituição, e e m consonância com o RDP do IFSC, a avaliação prima pelo caráter diagnóstico e formativo, devendo ser processual, somativa, continuada e diversificada, consistindo em um conjunto de ações que permitam recolher dados, visando à análise da constituição das competências por parte do estudante, previstas no plano de curso. O processo avaliativo integra o conjunto de conhecimentos e habilidades, conforme descrito nas matrizes curriculares, e de atitudes gerais, conforme descrito: Postura ética e crítica em relação aos temas e conteúdos abordados; Assiduidade e pontualidade nas aulas; Participação nas aulas e empenho nas atividades propostas; Iniciativa, disponibilidade, flexibilidade, criatividade e organização; Trabalhos em grupos, compartilhamento de  responsabilidades e respeito às diferenças; Respeito à comunidade acadêmica e zelo pelo patrimônio escolar. São consideradas funções primordiais da avaliação: obter evidências sobre o desenvolvimento do conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes, visando a tomada de decisões sobre o encaminhamento dos processos de ensino-aprendizagem e a progressão do estudante para o semestre seguinte; analisar a consonância do trabalho pedagógico com as finalidades educativas previstas no Projeto Pedagógico do Curso. estabelecer previamente, por componente curricular, critérios que permitam visualizar os avanços e as dificuldades dos estudantes na constituição das competências. Os critérios servirão de referência para o estudante avaliar sua trajetória e para que o professor tenha indicativos que sustentem tomadas de decisões sobre o encaminhamento dos processos de ensino e aprendizagem e a progressão dos estudantes. Os registros das avaliações são feitos de acordo com o estabelecido no RDP. O registro, para fins de documentos acadêmicos, será efetivado ao final de cada semestre letivo, apontando a situação do estudante no que se refere à constituição de competências, em diário de classe e no sistema acadêmico, conforme nomenclatura prevista no RDP. A partir da avaliação efetuada pelo professor, serão realizadas avaliações coletivas em reuniões que terão o caráter de avaliação integral do processo didático-pedagógico em desenvolvimento no Componente Curricular. As avaliações coletivas envolverão os professores e os profissionais do núcleo pedagógico. Esses encontros serão realizados, pelo menos, em dois momentos institucionalizados como os Conselhos de Classe Intermediário (na metade do semestre), e Conselho de Classe Final (no encerramento do semestre) As atividades de avaliação acontecerão durante todo o processo de ensino-aprendizagem, valorizando o crescimento do estudante qualitativa e quantitativamente, com a previsão de recuperação paralela de conteúdos e avaliações ao longo do semestre. A recuperação de estudos deverá compreender a realização de novas atividades pedagógicas no decorrer do período letivo, que possam promover a aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento das competências. Ao final dos estudos de recuperação o estudante será submetido à avaliação, cujo resultado será registrado pelo professor.
Para a aprovação o estudante deverá atingir, no mínimo, 75% de frequência em cada Componente Curricular e nota mínima de 6,0 (seis).
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