Projeto Político Pedagógico

Ainda, de acordo com as Diretrizes Nacionais Curriculares para os Cursos de
Física (CNE/CES n° 1.304/2001), espera-se que o licenciado em Física tenha uma
formação ampla e flexível, desenvolvendo habilidades e conhecimentos necessários às
expectativas atuais, além da capacidade de adequação a diferentes perspectivas de
atuação futura.
Desse modo, almeja-se que, ao final do curso, o licenciado tenha constituídas as
seguintes competências profissionais:
a) Com relação à formação pessoal, o egresso deve possuir capacidade de:
• Analisar de maneira conveniente os seus próprios conhecimentos, assimilando os
novos conhecimentos científicos e/ou educacionais e refletindo sobre o
comportamento ético que a sociedade espera de sua atuação e de suas relações
com o contexto ambiental, cultural, socioeconômico e político.
• Refletir diante dos aspectos filosóficos, sociais, culturais, de gênero, étnicos e
políticos presentes na realidade em que está inserido.
• Trabalhar em equipe, respeitando as diversas formas de expressão e os princípios
democráticos.
• Exercer a profissão respeitando o direito à vida e ao bem-estar dos cidadãos, a
partir de uma formação humanística.
b) Com relação à compreensão da Física, o egresso deve possuir capacidade de:
• Utilizar sua compreensão sobre os conceitos, leis e princípios da Física, estando
familiarizado com suas áreas clássicas e modernas para sua atuação profissional.
• Descrever e explicar fenômenos naturais, processos e equipamentos tecnológicos
em termos de conceitos, teorias e princípios físicos gerais.
• Acompanhar e compreender os avanços científico-tecnológicos de sua área de
atuação.
• Reconhecer a Física como uma construção humana e compreender os aspectos
históricos de sua produção, além de suas relações com o contexto ambiental,
cultural, socioeconômico e político.
• Desenvolver um processo de formação contínua, por meio da curiosidade e de
estudos extracurriculares individuais ou em grupo, com espírito investigativo,
criatividade e iniciativa na busca de soluções para questões individuais e coletivas
relacionadas ao Ensino de Física.
c) Com relação à busca de informação e à linguagem, o egresso deve possuir
capacidade de:
• Ler textos científico-tecnológicos, essencialmente da área da Física e do ensino de
Física.
• Interpretar e utilizar as diferentes formas de representação (fórmulas, tabelas,
gráficos, símbolos, expressões, entre outras).
• Produzir e/ou avaliar criticamente materiais didáticos e paradidáticos, tais como
livros, apostilas, "kits", modelos, programas computacionais e materiais
alternativos.
• Comunicar de forma oral e escrita projetos e resultados de pesquisa na linguagem
científica e educacional (relatórios, pareceres, pôsteres, entre outros).
• Analisar situações de produção escrita, oral e imagética, visando às práticas de
linguagem, através dos gêneros discursivos escolares e não escolares.
• Compreender o funcionamento sociopragmático do texto: contexto de emergência,
produção, circulação e recepção; manifestações de vozes e pontos de vista.
• Confrontar ideias construindo argumentos conforme a situação de interação verbal.
• Reconhecer a linguagem como via de produção de conhecimento e intervenção na
realidade social.
d) Com relação ao ensino de Física, o egresso deve possuir capacidade de:
• Refletir de forma crítica sobre sua prática em sala de aula, com vistas a aprimorar o
processo de ensino/aprendizagem.
• Entender e promover o processo de ensino/aprendizagem, pautado na perspectiva
da construção do conhecimento.
• Compreender e avaliar criticamente aspectos tecnológicos, ambientais, políticos e
éticos relacionados às aplicações das Ciências da Natureza, especialmente da
Física.
• Entender e utilizar a experimentação em Física como recurso didático.
• Compreender as possibilidades do uso de Tecnologias de Informação e
Comunicação para a utilização no Ensino de Física.
• Utilizar teorias que fundamentam o processo de ensino-aprendizagem, objetivando
a ação pedagógica.
• Utilizar os fundamentos e formas de organização de gestão em sala de aula e
planejamento educacional, visando ao desenvolvimento escolar democrático.
• Buscar conhecer e vivenciar diferentes projetos e propostas pedagógicas e
curriculares de Física em âmbito nacional e regional.
• Preparar e desenvolver recursos didáticos relativos à atuação docente.
• Avaliar a qualidade e a possibilidade de utilização de diferentes materiais e
recursos didáticos existentes para o ensino de Física.
e) Com relação à profissão, o egresso deve possuir capacidade de:
• Compreender a importância da profissão como possibilidade de desenvolvimento
social e coletivo.
• Exercer a sua profissão com espírito dinâmico, criativo, na busca de novas
alternativas educacionais, enfrentando os desafios do magistério.
• Analisar criticamente os acontecimentos educacionais brasileiros de modo a
contribuir para as discussões sobre a profissão docente.
• Posicionar-se ativamente diante de fatores determinantes no processo educativo,
tais como o contexto socioeconômico, a política educacional, a administração
escolar e os fatores específicos do processo de ensino-aprendizagem de Física.
• Assumir conscientemente a tarefa educativa, cumprindo o papel social de propiciar
momentos de discussão e reflexão para o educando de modo a mobilizar o
exercício da cidadania.

O profissional licenciado em Física, ou físico educador, poderá:
• Exercer a docência na Educação Básica, mais especificamente no Ensino Médio, e
nas demais modalidades de ensino: educação profissional de nível médio,
educação a distância, educação de jovens e adultos, educação do campo,
educação quilombola, educação indígena e educação especial.
• Exercer a docência na educação não-formal, tais como movimentos sociais,
organizações não governamentais, museus, espaço laboratoriais, projetos de
extensão.
• Atuar em espaços voltados ao desenvolvimento e à divulgação da ciência, tais
como museus de ciências, programas de TV, planetários, laboratórios itinerantes.
• Produzir e difundir conhecimento na área de ensino de ciências da natureza,
notadamente na área de Física.
• Continuar sua formação acadêmica em programas de pós-graduação lato sensu
e/ou stricto sensu.

Ver PPC

Como se trata de um curso voltado à formação de profissionais para o exercício da
docência, adotou-se a concepção de trabalho educativo escolar elaborada por Saviani6.
Portanto, a proposta pedagógica do curso deve favorecer:
• A identificação das formas mais desenvolvidas em que se expressa o saber
objetivo produzido historicamente, reconhecendo as condições de sua produção e
compreendendo as suas principais manifestações bem como as tendências atuais
de transformação.
• A conversão do saber objetivo em saber escolar de modo a torná-lo assimilável
pelos alunos no espaço e tempo escolares.
• O provimento dos meios necessários para que os alunos não apenas assimilem osaber objetivo enquanto resultado, mas apreendam o processo de sua produção
bem como as tendências de sua transformação.
Nessa perspectiva, a proposta pedagógica do curso sustenta-se no pressuposto
de que a prática social é o ponto de partida para a construção do conhecimento. Por isso,
serão adotados os seguintes princípios:
• Percursos formativos (vertical e horizontal) como princípio articulador do currículo.
• Ação prática como geradora de conhecimentos e constituição de competências.
• Ensino problematizado e contextualizado.
• Estratégias de ensino e aprendizagem centradas na resolução de problemas, projetos,
trabalhos em equipe, entre outros.
• Incorporação das TICs (Tecnologias da Informação e da Comunicação) ao trabalho
pedagógico.
A formação do licenciando, a partir do perfil previsto anteriormente – e com as
competências listadas – deve abranger um conjunto diversificado de atividades
curriculares de maneira a propiciar a compreensão rigorosa dos métodos envolvidos na
produção e comunicação dos conhecimentos das ciências da natureza, particularmente
da física, e o enfrentamento das questões relacionadas à sua disseminação e aos
processos de aprendizagem.
Como a docência é o foco do curso – o eixo condutor – serão realizadas
aproximações sistemáticas e contínuas com as redes públicas voltadas à educação
básica e à educação profissional de nível médio. O aluno deverá ter oportunidade de
conhecer e vivenciar esses espaços em diferentes etapas de sua formação, de maneira
que esta não ocorra exclusivamente no momento de desenvolvimento de seu estágio
curricular supervisionado.
Entretanto, reconhece-se que o aluno possui referenciais sobre o espaço escolar
construídos em sua própria trajetória de escolarização, e o propósito é de que ele possa
reelaborar esses referenciais na perspectiva de transformar os processos educacionais.
Por isso, o curso possui três momentos temáticos, conforme ilustra a Figura 02 (página
23), a seguir descrito:
a) Problematização do existente: relação sujeito, sociedade, ciência e escola como
construto social, responsável pela reflexão das três primeiras fases do curso, os
quais dão sustentação para os seguintes Núcleos Problematizadores:
· Ciência e pesquisa.
· Sujeito e sociedade.
· Educação e escola.
b) Possibilidades de transformação: a educação na compreensão e transformação do
educando e da sociedade, responsáveis pela reflexão na quarta e quinta fases do
curso, permeando os seguintes Núcleos Problematizadores:
· Sujeito e aprendizagem.
· Escola e ensino de ciências.
c) Intervenção na realidade sociopedagógica: a docência e os espaços educativos –
face à diversidade cultural e à inclusão – sustentam a reflexão nas três últimas
fases, a partir dos seguintes Núcleos Problematizadores:
· Educação em novos contextos.
· Ação docente nas diversidades.
· Professor pesquisador.
Os núcleos problematizadores serão o espaço e momento fundamental no
currículo, com a responsabilidade de reforçar a discussão sobre as questões relacionadas
à sociedade, ciência, educação, escola e seus processos educativos no decorrer do
curso.

Nome: Jaison Vieira da Maia Email: jaison.maia@ifsc.edu.br Fone: (47) 3276-8704
Nome: Catia Regina Barp Machado Email:
catia.machado@ifsc.edu.br
Fone: (47) 3276-8704
Nome: Márcio Norberto Maieski Email: maieski@ifsc.edu.br Fone: (47) 3276-8704

A avaliação possui caráter formativo e processual, ou seja, integra o processo de
formação, uma vez que possibilita diagnosticar lacunas no processo ensinoaprendizagem.
Visando ao desenvolvimento das competências previstas no perfil
desejado para o egresso do curso, será realizada na perspectiva de tomadas de decisão
a respeito da condução do trabalho pedagógico.
Nessa perspectiva, tanto servirá ao aluno para autorregular a própria
aprendizagem, quanto ao professor para diagnosticar e planejar estratégias para
diferentes situações.
Dessa forma, o conhecimento dos critérios utilizados e a análise dos resultados e
dos instrumentos de avaliação e autoavaliação são imprescindíveis, pois favorecem a
consciência do professor em formação sobre o seu processo de aprendizagem - condição
para esse investimento.
Diferentes métodos e instrumentos serão utilizados nos processos de avaliação,
tais como:
a) Autoavaliação (o aluno observa e descreve seu desenvolvimento e dificuldades).
b) Testes e provas de diferentes formatos (desafiadores, cumulativos, com avaliação
aleatória).
c) Mapas Conceituais (organização pictórica dos conceitos, exemplos e conexões
percebidos pelos alunos sobre um determinado assunto), viabilizando a comparação dos
processos de aprendizagem e a evolução do conceito físico (relações implicativas na
ligação de conceitos).
d) Vê Epistemológico de Gowin (um método que ajuda a entender a estrutura do
conhecimento e os modos nos quais os humanos o produzem), habilitando a ordenação
de saberes frente à composição de textos científicos, tais como monografias e trabalhos
de conclusão de curso.
e) Trabalhos individuais e coletivos.
f) Atividades de culminância (projetos, artigos, relatórios, seminários, exposições, entre
outros).
Além das avaliações em cada Unidade Curricular, serão realizados encontros
pedagógicos participativos por turma. Em reuniões, com a presença do conjunto de
professores e de alunos da turma, serão avaliados aspectos implicados no processo de
ensino-aprendizagem, tanto os de ordem pedagógica quanto os de cunho acadêmico e
institucional que concorrem para a permanência e o êxito do aluno no seu percurso
formativo.
Para efeito de tomada de decisão quanto à progressão do aluno, será considerado
o desempenho e a frequência às atividades propostas. O desempenho diz respeito ao
desenvolvimento das competências de forma satisfatória em cada Unidade Curricular por
período letivo, conforme os parâmetros previstos no Regulamento Didático-Pedagógico
(RDP). Quanto à frequência, será considerado o percentual mínimo apresentado na RDP
para cada unidade curricular.
O acadêmico poderá matricular-se nas unidades curriculares que componham o
máximo de três fases consecutivas do curso, desde que aprovado em todas as unidades
curriculares das fases anteriores àquela de menor fase requerida. Além disso, é
necessário que obedeça aos seguintes pré-requisitos: para matricular-se em PCE-II, o
acadêmico deve estar aprovado em PCE-I e para matricular-se em TCC-II, o acadêmico
deve estar aprovado em TCC-I. A matrícula em unidades curriculares optativas será
permitida a partir da segunda fase.
Além da avaliação do processo ensino-aprendizagem, o aluno será envolvido nos
diferentes processos avaliativos relativos ao curso, tanto aqueles realizados pela
instituição IFSC, como aqueles realizados por outros órgãos governamentais.

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