Projeto Político Pedagógico

O Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) fundamentado na Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Brasileira, no Decreto no 5.154, define o desempenho do Técnico em Modelagem do
Vestuário, no exercício de suas atividades. Esse profissional cria e desenvolve projetos de moda.
Utiliza técnicas de modelagem bi e tridimensionais, tanto de forma manual como em software, na
etapa de confecção de produtos do vestuário. Elabora desenhos e fichas técnicas. Desenvolve
conhecimentos para elaborar diagramas com base nas tabelas de medidas industriais ou sob
medida, transformando bases de modelagem em modelos específicos a partir de fichas técnicas,
desenhos técnicos e desenhos de moda. Representa graficamente peças de vestuário
planificadas. Utiliza ferramentas da computação gráfica para moda. Prepara a modelagem para o
setor de corte, com as devidas indicações para a montagem e supervisiona a peça-piloto e para a
produção em série. Avalia a vestibilidade e a viabilidade técnica do produto. Esse profissional
deverá atuar com competência, de forma ética, reflexiva e criativa, no ramo da modelagem do
vestuário, ligado à tecnologia industrial, respeitando a relação homem, sociedade e natureza
visando à melhoria da qualidade de vida.

 
 
 

O egresso poderá atuar tanto na indústria de confecção do vestuário em setores de
desenvolvimento de produto, principalmente na construção de modelagens do vestuário, manuais
ou em software, atuando como auxiliar de modelagem, quanto em ateliês de costura ou ainda
como profissional autônomo.

 
 
 

As competências e habilidades relacionadas ao Ensino Médio seguirão as Diretrizes
Curriculares Nacionais, Resolução CEB nº 3, de 26 de junho de 1998, sendo que os conteúdos,
competências e habilidades encontram-se detalhados nas ementas de cada uma das disciplinas
da matriz curricular. No que se refere às competências e habilidades para a formação do Técnico
em modelagem, busca-se torná-lo capaz de:
● construir moldes manuais aplicando técnicas bidimensionais e tridimensionais no
seu desenvolvimento;
● utilizar softwares específicos para o desenvolvimento de desenhos técnicos,
construção de bases de modelagens do vestuário, interpretação de modelos e encaixes;
● preparar a modelagem para o setor de corte, com as devidas indicações para
montagem da peça-piloto e para a produção em série;
● avaliar a vestibilidade e a viabilidade técnica de produção do produto do vestuário;
● interpretar a representação gráfica das peças propostas pela equipe de criação em
todas as possíveis formas de traçado, especialmente o desenho técnico;
● conhecer os possíveis materiais empregados nos produtos do segmento e o
maquinário apropriado para montagem e suas especialidades;
● propor condições de viabilidade técnica para determinada vestibilidade do produto,
de acordo com uma proposta ergonômica, bem como diagnosticar a melhor forma de
montagem do produto, antes e após a confecção de uma primeira peça (peça-piloto);
● desenhar tecnicamente os moldes de forma que reproduzam a proposta do design,
por meio de uma melhor metodologia, seja por métodos tradicionais, seja por intermédio
de software específico;
● medir e interpretar medidas sob o ponto de vista antropométrico;
● ser um prototipista das peças que modela.

 
 
 

O Curso Técnico em Modelagem do Vestuário modalidade integrado tem sua matriz curricular
organizada em fases e seu processo de avaliação centrado em competências. Este método requer dos
professores a busca de metodologias diferenciadas, que promovam a construção e a criação de
conhecimentos.
O uso de novas tecnologias é outro fator que possibilita o desenvolvimento das habilidades
especificadas em cada unidade curricular, entre elas a de aprender a aprender, possibilitando assim a
formação do aluno, para além do período em que ele permanece no curso. Para isso, os conteúdos
explicitados em cada unidade curricular deverão estar bem consolidados para a concretização das
competências e habilidades que o aluno deverá construir ao longo de sua formação. Trabalhos em
equipe, estudos de caso e outras metodologias, também serão empregadas para possibilitar a
construção e criação do conhecimento, a aquisição de novos valores e o desenvolvimento de novas
competências. É incentivada a participação em olimpíadas do conhecimento e eventos científicos.
Também as visitas técnicas serão práticas frequentes que possibilitarão ao aluno uma visão in
loco dos processos envolvidos nas empresas/indústrias da área de modelagem do vestuário e estarão
presentes em várias unidades curriculares, principalmente nas últimas fases.
As unidades curriculares serão desenvolvidas em salas de aula, em ambientes específicos como
laboratórios, quadra esportiva, entre outros.
A experiência adquirida pelos servidores do campus Jaraguá do Sul Centro com o curso técnico
em química, que funciona desde 2011, alguns programas e projetos bem consolidados serão adotados
para este curso. Pode-se citar: Programa Conectando Saberes, Programa de Viagens, Programa
dialogando com a família, Projeto de extensão Simulado do ENEM e Projeto de linguagens e cultura,
Projetos de extensão Jogos de integração entre estudantes, servidores do Câmpus e comunidade
externa.

 
 
 

Coordenação do Curso:

Professor Selomar Claudio Borges

E-mail: selomar.borges@ifsc.edu.br

 
 
 

A avaliação se dará durante todos os momentos do processo ensino e aprendizagem, valorizando
o desenvolvimento do estudante qualitativa e quantitativamente. Em cada unidade curricular o professor
responsável aplicará avaliações pertinentes aos conteúdos teóricos e práticos vistos ao longo do curso.
As avaliações serão organizadas baseadas nos seguintes princípios: a avaliação será diagnóstica,
processual, formativa e diversificada.
De acordo com Libâneo (2001), a avaliação auxilia os professores a identificarem as dificuldades
que os estudantes apresentam. Desta forma, relacionando educadores, conhecimento e sujeito do
conhecimento, construindo autonomia e responsabilidade.
Para além dos conhecimentos e habilidades definidos em cada unidade curricular serão
considerados como critérios de avaliação as atitudes gerais: trabalhar em equipe; respeitar a
comunidade acadêmica; cumprir as tarefas solicitadas, respeitando os prazos; contribuir para as aulas
com interesse e empenho; zelar pelo patrimônio escolar e demonstrar iniciativa nas aulas.
As formas ou tipos de avaliação podem abranger avaliação escrita e/ou oral, apresentação de
trabalhos (escrito e oral); avaliações práticas em laboratórios, relatórios, entre outros, podendo ser
realizadas individualmente ou em grupos. Destacamos que o desempenho no programa Conectando
Saberes será considerado em todas as unidades curriculares até a quinta fase.
A avaliação dos aspectos qualitativos da aprendizagem do estudante deverá compreender, o
diagnóstico, a orientação e a reorientação do processo de aprendizagem visando à construção dos
conhecimentos. Para isso, os instrumentos de avaliação deverão ser diversificados e deverão constar no
plano de ensino do componente curricular, estimulando o aluno à pesquisa, reflexão, iniciativa,
criatividade, laboralidade e cidadania.
O processo avaliativo tem como base de sustentação a Lei 9394/96 e o Regimento Didático
Pedagógico ( RDP) do IFSC.
A avaliação ocorrerá durante o processo e deverá acompanhar o desenvolvimento do estudante
na obtenção das competências requeridas para exercer a sua profissão. Para tanto deverão ser
avaliados os conhecimentos, habilidades e atitudes dos estudantes no desempenho de suas atividades.
A cada conhecimento, habilidade ou atitude avaliada será atribuída uma nota.
Neste sentido, as Diretrizes para os Cursos Técnicos de Nível Médio na Forma Integrada
seguirão as diretrizes determinadas no RDP vigente.
Considerações:
1.O estudante poderá fazer matrícula condicional na fase seguinte e matrícula regular nas
unidades curriculares pendentes, em turno oposto, devendo cursá-las na íntegra. Na
impossibilidade de cursar as pendências em turno oposto, o mesmo deverá matricular-se
somente nas unidades curriculares pendentes e ser considerado aprovado para depois cursar a
fase seguinte.
2.No caso de pendência cursada paralelamente, a aprovação na fase seguinte (condicional)
só acontecerá se o aluno for avaliado e considerado aprovado nas unidades curriculares
pendentes.
3.A matrícula nas unidades curriculares em pendência deverá obrigatoriamente ser
realizada na fase subsequente àquela em que o estudante ficou em pendência. O estudante em
pendência na efetivação da matrícula deverá se adequar aos horários oferecidos pela instituição.
4.O estudante poderá cursar a pendência em turmas regulares ou especiais. Turmas
especiais serão oferecidas sempre que houver necessidade e a carga horária dos professores
permitirem.
5.Será permitido ao estudante realizar pendência na mesma unidade curricular no máximo
em duas fases consecutivas.
6.O estudante que reprovar pela segunda vez consecutiva na mesma unidade curricular em
pendência será impedido de progredir de fase, devendo primeiro obter êxito na referida
pendência.
Atendimento ao Discente:
O atendimento ao estudante se dará através do acompanhamento feito pelos docentes e equipe
pedagógica ao desenvolvimento do processo ensino e aprendizagem utilizando como indicadores iniciais
as notas e faltas. Será complementado com entrevistas a uma amostragem dos estudantes das diversas
turmas, para identificar, possíveis causas de evasão e exclusão escolar e dar o suporte necessário ao
desenvolvimento adequado no processo de aprendizagem do estudante e sua permanência e êxito no
curso.
Objetivando atender o estudante de forma contínua para que, ao ingressar no IFSC tenha êxito,
os docentes dedicam parte da carga horária para atendimento extraclasse em suas especificidades.
Esse atendimento é oferecido semanalmente, no contra turno do discente.
Além disso, há também a monitoria, que consiste no atendimento aos estudantes por monitores
(estudantes do próprio IFSC).
Para complementar o atendimento aos estudantes o câmpus Jaraguá do Sul – Centro conta com
uma Coordenadoria Pedagógica composta por: psicólogo, assistente social, pedagogos, técnico em
assuntos educacionais (TAEs), assistentes de estudantes e o Núcleo de Atendimento a Pessoas com
Necessidades Específicas (NAPNE). Todos estes profissionais, em parceria com a equipe docente,
realizam os atendimentos necessários aos estudantes conforme fluxo pré estabelecido entre os
profissionais envolvidos. Este procedimento varia entre o diálogo com o docente, suporte pedagógico,
psicológico e social até atendimento individualizado ou encaminhamento dos estudantes a profissionais
específicos para atuar nas necessidades apresentadas por estes.
Ainda, para detectar as dificuldades no processo educativo são realizados os conselhos
participativos, envolvendo estudantes, docentes e equipe pedagógica. Na primeira etapa, os estudantes
preenchem um formulário contendo questionamentos referentes aos setores do ensino e ao processo de
ensino e aprendizagem em todas as unidades curriculares. Numa segunda etapa, realiza-se um encontro
entre os docentes que atuam na turma e os respectivos representantes de turma, visando detectar as
dificuldades encontradas nas unidades curriculares e buscar soluções para contribuir no processo de
ensino e aprendizagem dos estudantes. Na terceira etapa, os profissionais da Coordenadoria
Pedagógica retornam às turmas para apresentar as discussões ocorridas e conversar coletiva e
individualmente com os estudantes, a fim de pontuar os encaminhamentos necessários para melhorar o
processo pedagógico como um todo. Além disso, as indicações dos discentes com relação às unidades
curriculares são apresentadas aos respectivos docentes. Por fim, é realizado um encontro com os
responsáveis pelos estudantes que apresentam dificuldades de aprendizagem ou necessitam conversar
com os docentes e equipe pedagógica. Também é realizada, constantemente, a comunicação com os
responsáveis, seja através de e-mail, agenda ou telefone. Esse atendimento é realizado por um
pedagogo, a qual promove a orientação educacional.
O Câmpus Jaraguá do Sul – Centro conta também com o Programa de Atendimento ao Estudante
em Vulnerabilidade Social (PAEVS), que tem como objetivo proporcionar as condições mínimas para um
bom aprendizado em todos os níveis de ensino. Por meio desse programa, os estudantes têm acesso a
auxílio financeiro para despesas como: alimentação, material escolar e transporte no percurso casaescola-
casa, entre outros. O valor recebido varia conforme as condições socioeconômicas apresentadas
pelo estudante e sua família.

 
 
 
Baixar Arquivo
SIGAA | DTIC - Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - (48) 3877-9000 | © IFSC | appdocker5-srv1.appdocker5-inst120/10/2021 14:14