Projeto Político Pedagógico

De acordo com o 4º Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos (CNCT) o Técnico em Têxtil será
habilitado para:
- Supervisionar os processos produtivos na cadeia têxtil, da fiação ao beneficiamento.
- Planejar e controlar as operações nos processos nas áreas de fiação, tecelagem e beneficiamento têxtil.
- Desenvolver padronagens de malharia ou tecido plano.
- Desenvolver produtos e processos de tinturaria, estamparia e acabamento final.
- Realizar testes de controle de qualidade, químicos, físicos e colorimétricos.
- Analisar laudos técnicos.
- Controlar estoques de produtos acabados.

● Tecelagens e malharias
● Empresas de beneficiamento têxtil
● Tinturarias e estamparias
● Lavanderias industriais
● Laboratórios têxteis
● Indústrias químicas relacionadas ao setor têxtil, fornecedores de matéria-prima, de máquinas e equipamentos do setor têxtil
● Assessoria e consultoria técnica a empresas do setor

Para atuação como Técnico em Têxtil, conforme o 4º Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos (CNCT), são fundamentais:
- Conhecimentos e saberes relacionados aos processos de planejamento e operação das atribuições da área, de modo a assegurar a saúde e a segurança dos trabalhadores e dos futuros usuários e operadores de empresas em processos de transformação têxtil.
- Conhecimentos e saberes relacionados à sustentabilidade do processo produtivo, às normas e relatórios técnicos, à legislação da área, às novas tecnologias relacionadas à indústria 4.0, à liderança de equipes, à solução de problemas técnicos e à gestão de conflitos.

A metodologia a ser adotada, no cotidiano do Campus Araranguá, no Curso Técnico em Têxtil, está dividida em atividades coletivas e individuais, favorecendo sempre a interação dos alunos na busca de objetivos comuns, compartilhando esforços, aprendendo a ouvir e incorporar críticas e sugestões. Quanto à prática metodológica, as atividades estão voltadas para a pesquisa, interdisciplinaridade, práticas laboratoriais, visitas técnicas às indústrias para contextualizar os conhecimentos, trabalhos com projetos e outros procedimentos necessários na relação teoria e prática.
Desta forma, o aprendizado se constrói pela prática direcionada que se transfigura em práxis. Como anuiu Severino (2012, p. 46) “A teoria, separada da prática, seria puramente contemplativa e, como tal, ineficaz sobre o real: a prática, desprovida da significação teórica, seria pura operação mecânica, atividade cega”.
Na perspectiva de identificar a prática pedagógica dentro de princípios norteadores de uma ação educativa pautada na responsabilidade de formar cidadãos críticos e conscientes do seu papel na sociedade, partimos do entendimento segundo Grinspun (1999), de que a fundamentação básica da educação tecnológica não resume-se apenas no saber-fazer mas também no saber-pensar e criar, visto que não se esgota na transmissão de conhecimentos, mas inicia-se na busca da construção dos mesmos possibilitando a transformação e superação do conhecido e ensinado.
Sob essa ótica e na perspectiva do fazer pedagógico da educação profissional, pautada na concepção curricular da construção de competências, centrada na aprendizagem, destacam-se as linhas norteadoras deste Projeto de Curso no que diz respeito à metodologia: A intervenção pedagógica será estruturada com base na educação de jovens e adultos, na construção do conhecimento e na pedagogia de projetos, tendo como pressupostos: o aprender a aprender, a contextualização, a pesquisa, a problematização, a aprendizagem significativa, a interdisciplinaridade, e a autonomia; o papel do professor consistirá em mediar, facilitar, o ensino e a aprendizagem, a partir de ações planejadas, com objetivo de propiciar o exercício contínuo e contextualizado dos processos de mobilização, articulação, reelaboração e aplicação do conhecimento.
Os recursos didáticos serão constituídos a partir das unidades curriculares e dos eixos temáticos, na perspectiva de criar situações de aprendizagem, nas quais o aluno participe ativamente na construção das suas competências e habilidades; a avaliação será processual e diagnóstica, acompanhando o desempenho do aluno na constituição das competências e habilidades requeridas para o exercício profissional, numa constante prática de ação/reflexão/ação de todos os elementos envolvidos no processo ensino-aprendizagem. Os conteúdos das unidades curriculares serão desenvolvidos de forma integrada, de modo que haja uma contextualização do conhecimento adquirido e a prática.

Chefe DEPE:
Fabiana dos Santos Fernandes, e-mail: fabiana.fernandes@ifsc.edu.br

Nome do Coordenador/proponente do curso:
Suelen Rizzi - suelen.rizzi@ifsc.edu.br

Avaliação da aprendizagem:
A Avaliação é um instrumento de acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem e tem como principal objetivo reorientar o planejamento e a ação docente. De acordo com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) do IFSC:

Avaliação é um processo e pode indicar avanços e dificuldades na ação educativa,
devendo remeter o professor a uma reflexão sobre sua prática. É necessário que
as metodologias de sala de aula trabalhem com a diversidade, considerando as
diferenças sociais, linguísticas e culturais dos alunos. A Avaliação não deve ser
um instrumento de classificação, seleção e exclusão social, mas de construção
coletiva dos sujeitos e de uma escola de qualidade.

De acordo com o exposto na Resolução nº 41 que dispõe sobre o Regulamento Didático Pedagógico (RDP/2014 do IFSC), os instrumentos de avaliação serão diversificados e deverão constar no plano de ensino do componente curricular, sempre estimulando o aluno à pesquisa, reflexão, iniciativa, criatividade, laboralidade e cidadania. As ferramentas a serem utilizadas na avaliação, constantes na RDP/2014 do IFSC, deverão ser estabelecidas no plano de ensino.
A avaliação da aprendizagem primará pelo caráter diagnóstico e formativo, consistindo num conjunto de ações que permitam recolher dados, visando à análise da constituição das competências por parte do aluno. Os instrumentos de avaliação serão variados e utilizados como meio de verificação da constituição de competências que, combinados com outros, levem o aluno ao hábito de pesquisa, à reflexão, à iniciativa, à criatividade, à laborabilidade e à cidadania. Tais instrumentos são: observação diária dos professores, trabalhos de pesquisa individual e coletiva, testes escritos, entrevistas e arguições, execução de experimentos ou projetos, relatórios,
apresentações, e outros que a prática pedagógica indicar.
A avaliação possui a função de obter evidências sobre o desenvolvimento do conjunto de habilidades, conhecimentos e atitudes necessárias à constituição de competências, visando à tomada de decisões sobre o encaminhamento do processo ensino-aprendizagem. Além disso, a avaliação possui a função de analisar a constituição das competências visando a uma tomada da decisão sobre a progressão do aluno para o módulo posterior. As avaliações serão registradas no diário de classe, sendo analisadas conjuntamente com os alunos e devolvidas aos mesmos, no prazo máximo de 15 (quinze) dias letivos após sua aplicação.
O registro da avaliação será efetuado considerando as diretrizes constantes no RDP da instituição. Para a aprovação em cada uma das unidades curriculares o discente deverá apresentar frequência mínima de 75% da carga horária total da disciplina, conforme prevê o Regulamento Didático Pedagógico vigente. O resultado da final será registrado por valores inteiros de 0 (zero) a 10 (dez), sendo considerado o arredondamento matemático sempre que necessário.
O docente ao utilizar este procedimento deverá seguir as regras do arredondamento matemático.
O resultado mínimo para aprovação em um componente curricular será 6 (seis).
Ressalta-se que, segundo o RDP, a decisão do resultado final, pelo docente, dependerá da análise do conjunto de avaliações, suas ponderações e as discussões do conselho de classe final. Conforme o artigo 103, o conselho de classe é uma instância diagnóstica e deliberativa sobre a avaliação do processo de ensino e de aprendizagem. O curso prevê dois conselhos de classe por semestre, conforme o Regulamento Didático Pedagógico (conselho intermediário e conselho final), com a presença obrigatória dos docentes, que devem trazer registros qualitativos dos processos de ensino e de aprendizagem. Nos conselhos intermediários os docentes devem
apresentar um parecer (qualitativo e quantitativo) da turma de forma geral e dos discentes de
forma individual. O conselho final será realizado ao término do período letivo.
As unidades curriculares do curso em questão, presentes neste PPC, possuem carga horária na modalidade à distância. Os recursos inerentes à modalidade vêm de encontro à diversas demandas identificadas no curso, vinculadas ao perfil do ingressante e do egresso. Com relação a metodologia já ficou caracterizado que o professor da carga horária presencial será o tutor da carga horária à distância. Tratando-se de curso presencial as atividades avaliativas presenciais terão prevalência sobre as realizadas na plataforma virtual. A relação é no mínimo 51% do peso atribuído a carga horária presencial (podendo chegar a 100%, desde que sejam alocadas atividades avaliativas, mesmo que sem nota, no ambiente virtual). Cabe destacar que a distribuição da carga horária presencial e à distância não é equitativa. Esse fato, porém, não fere o posicionamento metodológico adotado no que concerne à sistemática de avaliação.

33.1 Recuperação
A recuperação de estudos compreenderá a realização de novas atividades pedagógicas no decorrer do período letivo, que possam promover a aprendizagem, conforme disposto na RDP:
“Art. 98. A recuperação de estudos compreenderá a realização de novas
atividades pedagógicas no decorrer do período letivo, que possam promover a
aprendizagem.
§ 1º As novas atividades ocorrerão, preferencialmente, no horário regular de aula,
podendo ser criadas estratégias alternativas que atendam necessidades
específicas, tais como atividades sistemáticas em horário de atendimento paralelo
e estudos dirigidos.
§ 2º Ao final dos estudos de recuperação o aluno será submetido à avaliação, cujo
resultado será registrado pelo professor, prevalecendo o maior valor entre o obtido
na avaliação realizada antes da recuperação e o obtido na avaliação após a
recuperação.”
Todos os discentes terão direito a recuperação de conteúdos, porém apenas os discentes que não atingirem média 6,0 terão direito a realizarem avaliação de recuperação.
Os critérios de 2ª oportunidade de avaliação e revisão de avaliação são os mesmos versados pelo RDP/IFSC 2014.
A metodologia de educação à distância permite também a elaboração de avaliações e testes que considerem o tempo social dos alunos, podendo avaliar ao longo do semestre, dentro da unidade curricular, o nível de aprendizado dos discentes, ampliando a eficácia do diagnóstico formativo em saberes específicos.

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