Projeto Político Pedagógico

O egresso do curso proposto deverá ser um profissional técnico capaz de: (a) planejar e executar manutenção e instalação de máquinas e equipamentos de refrigeração industrial, comercial e residencial; (b) avaliar e dimensionar locais para instalação desses equipamentos; (c) elaborar projetos para instalação de refrigeração e climatização.

 

O Catálogo Brasileiro de Ocupações prevê que o egresso atingirá o desempenho pleno das funções após o período de um a dois anos de experiência profissional. Predominantemente, são contratados na condição de trabalhadores assalariados, com carteira assinada. Trabalham em equipe, com supervisão ocasional, normalmente em período diurno. Em algumas das atividades que exercem podem estar sujeitos a estresse constante e à ação de ruído intenso.

De acordo com o CNCT, a área de atuação do técnico em Refrigeração e Climatização compreende: (1) estabelecimentos comerciais e oficinas de refrigeração residencial e automotiva; (2) empresas de comercialização e assistência técnica; (3) indústria da climatização e da refrigeração residencial, comercial e industrial, da construção civil, têxtil, farmacêutica, de produtos médico-hospitalares, do transporte frigorificado, e indústria em geral; (4) centros de dados; (5) empresas de projetos, instalação ou manutenção de sistemas de refrigeração ou climatização de pequeno e grande porte.

 

O Técnico em Refrigeração e Climatização é o profissional habilitado a realizar manutenção, instalação, supervisão, operação, e projetos de sistemas de refrigeração e climatização. Nessa área de atuação, o técnico tem como principais objetivos garantir o conforto térmico ambiental de seres humanos e a conservação de alimentos. Recentemente, novos desafios se colocam aos técnicos dessa área, como a crescente automação dos sistemas, atendimento às demandas energéticas e ambientais que demandam sistemas mais eficientes e sustentáveis, e o controle da qualidade do ar interior dos ambientes.

 

Devido à demanda por eficiência energética e sustentabilidade, o técnico em Refrigeração e Climatização também receberá formação complementar na área de aquecimento, com ênfase na utilização do aquecimento solar. A demanda por pessoal técnico devidamente qualificado, capaz de atuar nesta área, é cada vez maior, sendo, por outro lado, poucos os cursos de qualificação específicos. Como a formação prático teórica do técnico em Refrigeração e Climatização engloba diversos conceitos utilizados nesta área, este técnico poderá vir a suprir esta lacuna hoje existente, o que, por outro lado, contribui para aumentar a empregabilidade do egresso. As atividades realizadas pelo profissional técnico na área de aquecimento solar também incluem a manutenção, instalação, supervisão e projeto.

 

Seguindo o estipulado pelo CBO, os egressos do curso deverão apresentar as seguintes competências e habilidades, no âmbito da tecnologia de refrigeração e climatização:

- elaborar projetos de sistemas eletromecânicos

- montar máquinas e equipamentos

- instalar máquinas e equipamentos

- planejar manutenção

- executar manutenção

- desenvolver processos de fabricação e montagem

- elaborar documentação técnica

- realizar compras técnicas

- realizar vendas técnicas

- cumprir normas de segurança e de preservação ambiental

Zelar pela utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) e coletivo (EPC); identificar condições e atos inseguros; destinar, aos locais apropriados, os materiais descartáveis; sugerir a utilização de materiais e produtos não agressivos ao meio ambiente; manter os postos de trabalho em condições seguras.

Para o desempenho de suas atribuições profissionais, é desejável que os egressos desenvolvam as seguintes competências pessoais: trabalhar em equipe; liderar equipes; interagir com pessoas; agir com criatividade; trabalhar de forma organizada; tomar decisões; socializar informações; buscar atualização constantemente.

A metodologia do curso deve levar em conta o perfil de formação profissional esperado, as expectativas e as condições socioeconômicas dos alunos ingressantes.

 

A metodologia deve aproveitar ao máximo o tempo em sala de aula para promover a aprendizagem. Não obstante, dever-se-á oportunizar e incentivar o uso de materiais de apoio tais como vídeo-aulas, animações didáticas em computador, apostilas e listas de exercícios, para que os alunos possam reforçar os estudos fora do ambiente escolar.

 

Os procedimentos metodológicos serão diversificados, e adaptados a cada componente curricular, compreendendo: aulas expositivas e dialogadas, trabalhos em grupo, resolução de exercícios, análise e solução de situações-problema, desenvolvimento de projetos, experimentos e atividades específicas em ambientes especiais, como laboratórios, oficinas, empresas pedagógicas, ateliês e outros, investigações sobre atividades profissionais, projetos de pesquisa e/ou intervenção no ambiente de trabalho ou social, visitas técnicas, simulações, observações, entre outros, buscando relacionar a teoria aos problemas, situações e desafios verificados na rotina típica de um técnico em refrigeração e climatização.

 

Poderão ser realizadas saídas a campo, para oportunizar aos alunos o conhecimento de sistemas de refrigeração e climatização em empresas e instalações na região. Os alunos também serão motivados a participar de eventos técnicos relacionados à área de refrigeração e climatização.

 

A área de Refrigeração e Climatização possui diversos laboratórios para atender às aulas práticas necessárias à formação proposta. Cada um dos laboratórios tem equipamentos e bancadas didáticas que auxiliam na formação do aluno.


 

Por fim, abre-se ao aluno a oportunidade de realizar estágio profissionalizante, não obrigatório, o que complementa a formação do profissional, ao permitir sua inserção, como aprendiz, em atividades reais realizadas em campo.

Professor Sérgio Pereira da Rocha (Coordenador) / E-mail: srocha@ifsc.edu.br / (48) 3381-2860. Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal da Bahia (1996), mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (2001) e doutor na mesma instituição (2007), com tese na área de transferência de calor com mudança de fase por ebulição. Foi professor do Centro Universitário de Jaraguá do Sul onde ministrou disciplinas na área de ciências térmicas: Termodinâmica, Mecânica dos Fluidos, Transferência de Calor e de Massa, Máquinas de Fluxo e Refrigeração e Ar Condicionado. É professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) desde 2008, lotado no Campus de São José, onde atua no Curso Técnico de Refrigeração e Climatização.

A avaliação far-se-á de acordo com as normas estabelecidas no Regulamento Didático-Pedagógico (RDP) do IF-SC (Resolução CEPE Nº 41, de 20 de Novembro de 2014).

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