Projeto Político Pedagógico

O técnico em Recursos Pesqueiros será o profissional com formação de nível médio, apto a integrar as habilidades e capacidades necessárias para realizar operações do setor pesqueiro com base no manejo e na qualidade dos produtos, buscando aprimorar a sustentabilidade dos recursos naturais e da biodiversidade aquícola, e ainda analisar e avaliar os aspectos técnicos, sociais e econômicos da cadeia produtiva do setor pesqueiro. Estará apto ainda à monitorar o uso da água com vistas à exploração dos recursos pesqueiros, planejar, organizar, dirigir e controlar as operações de pesca, monitorar instalações, montagens, operações e manuseios de apetrechos, máquinas e equipamentos, processamento e refrigeração dos produtos, executando suas atividades com segurança e responsabilidade socioambiental.

O egresso do curso técnico do eixo tecnológico de Recursos Naturais, com habilitação em Recursos Pesqueiros é o profissional com competências e habilidades para prestar serviços nas áreas de produção pesqueira, planejamento e gestão de recursos pesqueiros de forma crítica, criativa, cooperativa e com consciência de seu papel social. Poderá atuar em empresas de beneficiamento de pescado, empresas públicas e privadas, como profissional autônomo, nos diversos segmentos da cadeia produtiva do pescado, em empreendimento próprio, em cooperativas de pesca e de aquicultura, em propriedades rurais. Além disso, poderá atuar como auxiliar nas áreas de engenharia da pesca, biologia marinha, oceanografia, aquicultura entre outras.

Compreender e utilizar as formas contemporâneas de linguagem, para o exercício da cidadania e à preparação para o trabalho, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; Ler, articular e interpretar símbolos e códigos em diferentes linguagens e representações, Compreender a sociedade, sua gênese e transformação e os múltiplos fatores que nela intervêm como produtos da ação humana e do seu papel como agente social que intervém na realidade; Refletir sobre os fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, articulando conhecimentos das diversas áreas do saber, relacionando teoria e prática para estabelecer estratégias tecnológicas de solução; Dominar as ferramentas básicas da informática; Assumir postura profissional, relacionando-se de forma ética no trabalho e no convívio social, inclusive com o meio ambiente; Desenvolver iniciativa, liderança e capacidade empreendedora, criatividade, autonomia, responsabilidade, capacidade de trabalho em equipes multidisciplinares; Realizar procedimentos laboratoriais e de campo; Elaborar, acompanhar e executar projetos relacionado aos recursos pesqueiros; Executar atividades de pesquisa, extensão e gestão na cadeia produtiva pesqueira; Analisar e avaliar os aspectos técnicos, econômicos e sociais da cadeia produtiva dos recursos pesqueiros e elaborar propostas de intervenção na realidade local, regional ou nacional; Auxiliar no planejamento, acompanhamento e na execução de atividades relacionadas à pesca e cultivo de organismos aquáticos; Construir e acompanhar obras de construções e instalações aquícolas; Atuar na reprodução, larvicultura e engorda de organismos aquáticos; Monitorar o uso da água com vistas à exploração dos Recursos Pesqueiros; Conhecer e aplicar a legislação e as normas ambientais, pesqueiras e sanitárias vigentes, além de outras inerentes à área; Avaliar as características e propriedades do pescado, aplicando os princípios de controle de qualidade e realizar procedimentos e técnicas de beneficiamento do pescado; Construir e realizar a manutenção de apetrechos de pesca, máquinas e equipamentos; Colaborar para a melhoria dos sistemas convencionais de produção e nas instalações envolvidas na cadeia produtiva do pescado, por meio da incorporação de inovações tecnológicas; Realizar atividades de gestão e auxílio à operação de embarcações pesqueiras, observando as normas de segurança; Operar equipamentos eletrônicos de comunicação e navegação como radares, ecobatímetros, bússolas, GPS, rádios VHF e HF, barômetros, entre outros; Desenvolver procedimentos de primeiros socorros e segurança do trabalho.

Devido à multidisciplinaridade da atuação do profissional da área de recursos pesqueiros, as práticas pedagógicas almejarão a articulação, relacionamento e construção de conhecimentos de diferentes disciplinas, sempre relacionando com a realidade local. Será estimulado o diálogo entre os conhecimentos da área da pesca extrativista, aquicultura e indústria pesqueira para a formação integral do profissional em questão. Nesse processo, o papel do professor será o de mediador, tendo como objetivo propiciar o exercício contínuo e contextualizado dos processos de mobilização, articulação, reelaboração e aplicação do conhecimento. As principais metodologias utilizadas para este fim serão aulas expositivas dialogadas, estudos de caso, oficinas interdisciplinares, dinâmicas de grupo, atividades de campo, atividades de sensibilização ambiental, seminários e/ou palestras, entre outras. Como uma forma de inserir o aluno no mundo do trabalho e propor uma vivência mais consistente na área serão realizadas aulas práticas de laboratório, onde o aluno tem a possibilidade de visualizar a aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. Do mesmo modo, as visitas técnicas e viagens de estudo são atividades que se realizam em ambientes extraescolares, como empresas, indústrias, entidades e instituições públicas e privadas, museus e outros espaços que permitam a ampliação dos conhecimentos sobre temas e conteúdos trabalhados em sala de aula. Caberá aos professores, nos planos de ensino das unidades curriculares, definir a metodologia e as formas de avaliação de cada visita. No intuito de possibilitar a integração dos temas trabalhados nos semestre, adotar-se-á a metodologia do Projeto Integrador, uma estratégia de ensino e de aprendizagem que proporciona a interdisciplinaridade dos temas abordados nos semestres. É um instrumento de integração entre ensino, pesquisa e extensão na medida em que permitirá contato com as demandas dos setores industriais. Por meio do Projeto Integrador, permite-se ao aluno aprender com autonomia, pesquisar, organizar e sistematizar novas informações, e ainda participar das definições quanto aos objetivos da aprendizagem. Os projetos integradores deverão ser mediados por docentes responsáveis pelas disciplinas, e guiados por professores orientadores, incentivando-se o trabalho em grupos e a iniciação científica e experimental. As etapas do Projeto Integrador passarão pela definição de projetos por cada grupo (de acordo com a metodologia apresentada no início de cada semestre), incluindo a escolha dos temas para cada semestre, da definição dos objetivos e metas, da elaboração e desenvolvimento de projetos de pesquisa, podendo resultar na produção de artigos científicos e relatórios, dentro do contexto de cada educando. Os alunos terão ainda a oportunidade de desenvolver atividades de extensão ou estágio não obrigatório, cuja carga horária (máxima de 60h) poderá compor a carga horária de práticas profissionais. Caso o alunos opte por desenvolver estas atividades, as mesmas estarão regulamentadas pelos documentos norteadores do IFSC (relativos ao estágio e à extensão), e a carga horária constará em seu histórico escolar, buscando o incentivo à realização destas atividades por parte dos alunos. Cada unidade curricular poderá utilizar até 20% da sua carga horária na modalidade de ensino à distância (EaD), de acordo com a Resolução 06 de 20 de setembro de 2012 que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio, capítulo 26, parágrafo único, “através das suas diversas formas e metodologias de trabalho, permitindo que o discente possa desenvolver além das habilidades e competências técnicas, também a sua autonomia, capacidade de tomada de decisão e organização profissional.”

Responsável: Profa. Renata Costella Acauan

E-mail: renata.acauan@ifsc.edu.br.

A avaliação faz parte do ato educativo, do processo de ensino e de aprendizagem. É fundamental que a avaliação deixe de ser um instrumento de classificação, seleção e exclusão social e se torne uma ferramenta para a construção coletiva dos sujeitos e de uma escola de qualidade. A avaliação será processual e diagnóstica, acompanhando o desempenho e desenvolvimento do aluno na constituição das competências e habilidades requeridas para o exercício profissional com cidadania. Ocorrendo, dessa forma, numa constante prática de ação-reflexão-ação, de todos os elementos envolvidos no processo educacional, consistindo em um conjunto de ações que permitam recolher dados, visando à análise da constituição das competências por parte do aluno, previstas no plano de curso. Suas funções principais são: Obter evidências sobre o desenvolvimento do conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias à constituição de competências, visando à tomada de decisões sobre o encaminhamento dos processos de ensino e de aprendizagem e/ou a progressão do aluno. Estabelecer previamente, por unidade curricular, critérios que permitem visualizar os avanços e as dificuldades dos alunos na constituição das competências. Os critérios servirão de referência para o aluno avaliar sua trajetória e para que o professor tenha indicativos que sustentam tomadas de decisões sobre o encaminhamento dos processos de ensino e de aprendizagem e a progressão dos alunos. A proposta pedagógica do curso prevê atividades avaliativas que funcionam como instrumentos colaboradores na verificação da aprendizagem, contemplando os seguintes aspectos: adoção de procedimentos de avaliação contínua e cumulativa; prevalência dos aspectos qualitativos; inclusão de atividades contextualizadas; manutenção de diálogo permanente com o aluno; consenso dos critérios de avaliação a serem adotados e cumprimento do estabelecido. Conforme Resolução nº 41, de 20 de novembro de 2014, que aprova o Regulamento Didático Pedagógico - RDP, no seu artigo art. 96, a avaliação da aprendizagem terá como parâmetros os princípios do PPI e o perfil de conclusão do curso definido neste PPC. Nesse sentido, a avaliação dos aspectos qualitativos compreende o diagnóstico, a orientação e a reorientação do processo de aprendizagem, visando à construção dos conhecimentos. Sendo assim, os instrumentos de avaliação serão diversificados e deverão constar no plano de ensino do componente curricular, estimulando o aluno a: pesquisa, reflexão, iniciativa, criatividade, laborabilidade e cidadania. O registro da avaliação será efetuado considerando as diretrizes constantes no RDP da instituição . Para a aprovação em cada uma das unidades curriculares o aluno deverá apresentar frequência mínima de 75% da carga horária total da disciplina, conforme prevê o Regulamento Didático Pedagógico vigente. O resultado da avaliação final será registrado por valores inteiros de 0 (zero) a 10 (dez). O resultado mínimo para aprovação em um componente curricular será 6 (seis). No regime de matrícula seriada o aluno reprovado até dois componentes curriculares poderá ser matriculado no período seguinte desde que cumpra concomitantemente os componentes curriculares em regime de pendência e esta matricula terá prioridade. Ressalta-se que, segundo o RDP, a decisão do resultado final, pelo professor, dependerá da análise do conjunto de avaliações, suas ponderações e as discussões do conselho de classe final. Conforme o artigo 103, o conselho de classe é uma instância diagnóstica e deliberativa sobre a avaliação do processo de ensino e de aprendizagem. O curso prevê dois conselhos de classe por semestre, conforme o Regulamento Didático Pedagógico (conselho intermediário e conselho final), com a presença obrigatória dos professores, que devem trazer registros qualitativos dos processos de ensino e de aprendizagem. Sendo que o conselho intermediário será participativo ou representativo dos alunos e será feito encaminhamentos para melhoria dos processos educacionais. O conselho final será realizado ao término do período letivo.

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