Projeto Político Pedagógico

Desenvolve e executa projetos de edificações conforme normas técnicas de segurança e de acordo com
legislação específica. Planeja a execução e elabora orçamento de obras. Presta assistência técnica no
estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas na área de edificações. Orienta e coordena
a execução de serviços de manutenção de equipamentos e de instalações em edificações. Orienta na
assistência técnica para compra, venda e utilização de produtos e equipamentos especializados.

O campo de atuação desta habilitação (Edificações) caracteriza-se por empresas privadas ou públicas que
atuem na área da Construção Civil.
O Técnico em Edificações exerce sua profissão em escritório ou em campo, no contexto profissional da
engenharia civil e da arquitetura, com competência para realizar tarefas relacionadas ao planejamento,
projeto, controle, execução e manutenção de edificações.
Desenvolve atividades individuais ou em grupo, conduzindo equipes, atuando com ética, responsabilidade,
espírito inovador e empreendedor, com compromisso social e profissional.

a) O técnico em Edificações é o profissional competente para gerenciar os processos construtivos das
edificações, coordenar equipes, avaliar a produção, selecionar e treinar pessoal, organizar os serviços de
canteiros de obra;
b) Realizar ensaios laboratoriais, realizar levantamentos topográficos e arquitetônicos, planejar obras e
serviços, utilizar métodos, técnicas e procedimentos que garantam a qualidade e a produtividade da
construção predial, integrado à segurança dos trabalhadores;
c) Realizar projetos dentro das competências estabelecidas em lei;
d) Atuar demonstrando postura profissional crítica, ética, pró-ativa, com capacidade para trabalhar em
equipes multiprofissionais e utilizar as novas tecnologias no trabalho de edificações.

Na perspectiva de identificar a prática pedagógica dentro de princípios norteadores de uma ação educativa,
pautada na responsabilidade de formar cidadãos críticos e
conscientes do seu papel na sociedade, partimos do entendimento segundo GRINSPUN (1999), “que a
fundamentação básica da educação tecnológica, resume-se no saber-fazer, saber-pensar e criar, que não
se esgota na transmissão de conhecimentos, mas inicia-se na busca da construção de conhecimentos que
possibilite transformar e superar o conhecido e ensinado” (...).
A metodologia proposta está consoante com o projeto pedagógico do IFSC e atende aos princípios do
Parecer 16/99, no que diz respeito à autonomia, flexibilidade, respeito aos valores estéticos, políticos e
éticos.
Sob essa ótica e na perspectiva do fazer pedagógico da educação profissional, pautada na concepção
curricular da construção de competências, centrada na aprendizagem, destacam-se as linhas norteadoras
deste Projeto de Curso no que diz respeito à metodologia:
A intervenção pedagógica será estruturada com base na educação de adultos, na construção do
conhecimento e na relação teoria/prática, que se consolidará em atividades de laboratório, visitas técnicas,
mini cursos e outras estratégias que possibilitem ao aluno compreender os assuntos tratados de modo
teórico, em sala de aula e, ao mesmo tempo, sua aplicação prática nas atividades da área de edificações.
O papel do professor consistirá em mediar, facilitar o ensino e a aprendizagem, a partir de ações
planejadas, com objetivo de propiciar o exercício contínuo e contextualizado dos processos de mobilização,
articulação, reelaboração e aplicação do conhecimento.
A avaliação será processual e diagnóstica, acompanhando o desempenho do aluno na constituição das
competências e habilidades requeridas para o exercício profissional, numa constante prática de ação –
reflexão – ação de todos os elementos envolvidos no processo ensino aprendizagem.
Ao longo do curso pretende-se que o aluno desenvolva capacidade cognitiva, a cidadania e conhecimento
tecnológico, elementos essenciais na constituição das competências para o exercício profissional.
Os conteúdos das unidades curriculares serão desenvolvidos de forma integrada, de modo que haja uma
contextualização do conhecimento adquirido. Nos módulos finais (módulo III e IV) há um Projeto Integrador
como componente curricular capaz de avaliar a formação de competências que dificilmente poderiam ser
desenvolvidas e avaliadas isoladamente pelas unidades curriculares. As atividades práticas propostas pelos
projetos integradores simularão, em muitos aspectos, as situações de trabalho rotineiras do técnico,
desafiando o aluno a aplicar habilidades e conhecimentos trabalhados em diferentes unidades curriculares.
Os projetos integradores terão duas aulas semanais para orientação geral e discussão coletiva dos temas
propostos para estudo. A proposta é de que o projeto integrador I desafie o aluno a montar um projeto de
habitação integrando questões tecnológicas, espaciais, sociais, culturais e ambientais e envolvendo os
conhecimentos estudados nas unidades curriculares dos módulos I, II e III.
O projeto integrador II tem como finalidade ampliar o projeto elaborado na unidade curricular de projeto
integrador I, incluindo a problematização sobre fatores bioclimáticos, redução do impacto ambiental e
desenvolvimento sustentável na elaboração de um projeto de habitação envolvendo os conteúdos
estudados ao longo do curso.
Deste modo, acredita-se que a formação do técnico em edificações contemplará não apenas os estudos
teóricos, mas propiciará que os educandos vivenciem, ao longo do curso, experiências e práticas do dia-adia
de um técnico para que, inseridos no mundo do trabalho, possam dar continuidade aos projetos
iniciados ao longo do curso.
As aulas práticas e de projetos serão desenvolvidas em ambientes e laboratórios adequados para tal. A
capacidade desses espaços será para até 20 alunos, o que implicará na divisão de turmas, sempre que
necessário.

* Chefe DEPE:
Margarida Hahn
E-mail: margaoe@ifsc.edu.br Tel: (49) 3325-4149

 

* Nome do Coordenador do curso:
Israel da Silva Mota

A avaliação se dará conforme previsto no Regulamento Didático Pedagógico (RDP) do IFSC.
A avaliação será processual e diagnóstica, acompanhando o desempenho e desenvolvimento do aluno
na constituição das competências e habilidades requeridas para o exercício profissional com
cidadania, numa constante prática de ação-reflexão-ação, de todos os elementos envolvidos no
processo ensino-aprendizagem.
Os instrumentos de acompanhamento do processo de ensino aprendizagem dentro dessa
perspectiva serão organizados através de projetos, provas, apresentação oral, portfólios, pesquisa
teórica e de campo, trabalhos em grupo, seminários, defesas de trabalhos, entre outros.
Os resultados da avaliação, bem como a frequência dos alunos, serão registrados no Diário de
Classe e transcritos para a ficha individual do aluno, na Seção de Registros Escolares. O controle da
frequência às aulas serão de responsabilidade do professor, sob a supervisão da Coordenação de
Curso. Será obrigatória a frequência às atividades correspondentes a cada componente curricular,
ficando nela reprovado o aluno que não comparecer, no mínimo, a 75% (setenta e cinco por cento) das
mesmas.
Ao longo do período letivo, o professor deverá fornecer ao aluno informações que permitam
visualizar seus avanços e dificuldades na construção das competências. O resultado da avaliação final
será registrado por valores inteiros de 0 (zero) a 10 (dez). O resultado mínimo para aprovação em um
componente curricular é 6 (seis). O professor tem liberdade de atribuir valores fracionados de 0 a 10
nas avaliações parciais.

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