Projeto Político Pedagógico

Considerando a especificidade do curso técnico integrado, o qual busca a formação integral dos
estudantes, a partir da formação básica e da formação técnica, pretende-se que o egresso possa atuar
profissionalmente na elaboração de projetos, desenvolvimento e manutenção de softwares, sendo capaz de
compreender as interfaces e as contradições do mundo do trabalho e atuar como sujeito que intervenha
criticamente no contexto em que vive e que possa contribuir para a transformação social.

- Dar suporte técnico na área de softwares em instituições públicas, privadas e do terceiro setor;
- Exercer liderança, sabendo trabalhar e coordenar equipes de trabalho que atuam no desenvolvimento de
softwares e posicionar-se criticamente frente às inovações tecnológicas;
- Ser capaz de analisar, projetar e desenvolver softwares específicos.

- Compreender e aplicar os conhecimentos científico-tecnológicos, para explicar o funcionamento do mundo
e dos processos produtivos, planejando, executando e avaliando ações de intervenção na realidade;
- Conhecer as formas contemporâneas de linguagem, com vistas ao exercício da cidadania e à preparação
básica para o trabalho, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do
pensamento crítico;
- Compreender a sociedade, sua gênese e transformação e os múltiplos fatores que nela intervêm como
produtos da ação humana e do seu papel como agente social;
- Ler, articular e interpretar símbolos e códigos em diferentes linguagens e representações, estabelecendo
estratégias de solução e integrando os conhecimentos das várias ciências e outros campos do saber;
- Ter iniciativa, criatividade e responsabilidade.

A metodologia de trabalho ao longo do curso foi pensada e proposta no contexto de um modelo
epistemológico que pressupõe o conhecimento como processo criativo de apropriação e transformação da
realidade. Voltados para as contribuições de Paulo Freire, percebe-se a importância do diálogo, que
caracteriza a relação pedagógica; o diálogo é o sinal, o distintivo que deve marcar a produção do
conhecimento na escola. Aprender e ensinar são possíveis sim, a partir de materiais didáticos práticos,
relacionando-os com a produção teórica. A troca comunicacional, que tanto permite a autoridade própria da 

competência docente quanto à participação ativa dos educandos, integrando seus saberes, é indispensável
para evitar o autoritarismo ou a licenciosidade na prática pedagógica.
Para garantir que o trabalho interdisciplinar e integrado de fato aconteça, é necessário garantir aos
professores envolvidos no Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio horários de encontro
para o planejamento coletivo. Para tanto, haverá encontros semanais no período matutino com todos os
professores envolvidos no curso, para pensar a dinâmica e o trabalho de integração entre as diferentes
áreas do conhecimento.
Nas primeiras semanas de aula, o trabalho desenvolvido pelos professores será de diagnóstico e
levantamento de conhecimentos prévios dos alunos, intercalado com aulas. As informações coletadas a
partir deste diagnóstico, servirão como subsídios para os professores desenvolverem o planejamento
individual e coletivo das unidades curriculares e da oficina de integração.

Jacson Rodrigo Dreher
depe.chapeco@ifsc.edu.br
(49)3313-1259

A avaliação será desenvolvida numa perspectiva processual e contínua, que busca a (re)construção
do conhecimento coerente com a formação integral dos sujeitos, por meio de um processo interativo,
considerando que o educando é um ser criativo, autônomo, participativo e reflexivo, capaz de
transformações significativas na realidade. A avaliação não privilegia a mera polarização entre o “aprovado”
e o “reprovado”, mas sim a real possibilidade de mover os educandos na busca de novas aprendizagens.
Não se separa a avaliação da aprendizagem, são partes constitutivas de um mesmo processo que têm
como função priorizar a qualidade e o processo de aprendizagem.
Considera-se a avaliação como um processo contínuo e cumulativo, assumindo as funções
diagnóstica, formativa e somativa, de forma integrada ao processo ensino-aprendizagem, as quais devem
ser utilizadas como princípios orientadores para a tomada de consciência das dificuldades, conquistas e
possibilidades dos educandos.
Entende-se que avaliar é reconhecer criticamente a razão da situação em que se encontra o
educando e os obstáculos que o impedem de avançar na apreensão de novos conhecimentos. É importante
que no momento da avaliação não sejam reproduzidas as exclusões vigentes na sociedade, as quais
reforçam os fracassos já vivenciados e corroboram a crença de que não são capazes de aprender.
A oficina de integração, momento no qual os educandos têm a oportunidade de sintetizar e aplicar
os conceitos trabalhados nas diferentes unidades curriculares, e na qual estarão envolvidos professores das
diferentes áreas, servirá também como momento para avaliação dos educandos. Como a proposta das
oficinas é integrar os saberes das diferentes áreas do conhecimento, elas servirão como instrumento
importante para auxiliar os professores na avaliação dos educandos nas unidades curriculares específicas
que estarão envolvidas nas atividades da oficina.

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