Projeto Político Pedagógico

O Licenciado em Química é o professor que planeja, organiza e desenvolve atividades e
materiais relativos à Educação Química. Sua atribuição central é a docência na Educação Básica,
que requer sólidos conhecimentos sobre os fundamentos da Química, sobre seu desenvolvimento
histórico e suas relações com diversas áreas; assim como sobre estratégias para transposição do
conhecimento químico em saber escolar. Além de trabalhar diretamente na sala de aula, o
licenciado elabora e analisa materiais didáticos, como livros, textos, vídeos, programas
computacionais, ambientes virtuais de aprendizagem...
Realiza ainda pesquisas, coordena e supervisiona equipes de trabalho em espaços
educativos formais e não formais. Em sua atuação, prima pelo desenvolvimento do educando,
incluindo sua formação ética e a construção de sua autonomia intelectual e de seu pensamento
crítico.

O profissional licenciado em química poderá atuar nas seguintes áreas:
a) Docência na educação básica;
b) Docência na educação não formal, tal como nos movimentos sociais e organizações não
governamentais;
c) Docência em diferentes modalidades de ensino, tal como na educação profissional de nível
médio, na educação à distância, na educação de jovens e adultos, na educação do campo, na
educação quilombola, na educação indígena e na educação especial;
d) Espaços voltados ao desenvolvimento e à divulgação da ciência, como museus de ciências,
programas de TV, planetários, entre outros;
e) Atuação em editoras e empresas que atuam no desenvolvimento de materiais didáticos;
f) Continuação da própria formação acadêmica na pós-graduação;
g) Atuação em projetos de pesquisa e inovação tecnológica para desenvolvimento de produtos e
processos químicos;
h) Anotação de responsabilidade técnica, conforme orientações do Conselho Regional de
Química;
i) Atuação como profissional técnico nas indústrias de transformação química.

As competências profissionais do licenciado em química incluem um conjunto de aspectos
voltados à formação pessoal enquanto sujeito sócio-histórico, à compreensão da química
enquanto área de saber, à busca de informação e à comunicação e expressão, ao ensino de
química e à profissão docente. De acordo com as orientações curriculares nacionais voltados aos
cursos de licenciatura em química (BRASIL, 2001e), são competências profissionais do egresso
em relação à/ao:
Formação pessoal:
a) Possuir conhecimento sólido e abrangente na área de atuação, com domínio das técnicas
básicas de utilização de laboratórios, bem como dos procedimentos necessários de primeiros
socorros, nos casos dos acidentes mais comuns em laboratórios de Química;
b) Possuir capacidade crítica para analisar de maneira pertinente os seus próprios conhecimentos;
compreender os novos conhecimentos científicos e educacionais e refletir sobre o comportamento
ético que a sociedade espera de sua atuação e de suas relações com o contexto cultural,
socioeconômico e político;
c) Identificar os aspectos filosóficos e sociais que definem a realidade educacional;
d) Identificar o processo de ensino-aprendizagem como processo humano em construção;
e) Desenvolver uma visão crítica com relação ao papel social da Ciência e à sua natureza
epistemológica, compreendendo o processo histórico-social de sua construção;
f) Trabalhar em equipe e ter uma boa compreensão das diversas etapas que compõem uma
pesquisa educacional;
g) Buscar, continuamente, aperfeiçoamento para estudos extracurriculares individuais ou em
grupo relacionadas com o ensino de Química, acompanhando as rápidas mudanças tecnológicas;
h) Permitir o exercício de sua cidadania por meio da formação humanística e profissional;
i) Possuir habilidade e capacidade para o desenvolvimento de recursos didáticos e instrucionais
relativos à sua prática, além de ser preparado para atuar como pesquisador no ensino de
Química.
Busca de informação e à comunicação e expressão:
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a) Buscar informações relevantes para a Química, inclusive as disponíveis nas modalidades
eletrônica e remota, que possibilitem a contínua atualização técnica, científica, humanística e
pedagógica;
b) Ler, compreender e interpretar os textos científico-tecnológicos em idioma pátrio e estrangeiro
(preferencialmente inglês ou espanhol);
c) Interpretar e utilizar as diferentes formas de representação (tabelas, gráficos, símbolos,
expressões, etc.);
d) Produzir materiais didáticos, como livros, apostilas, "kits", modelos, programas computacionais
e materiais alternativos de forma crítica.
e) Desenvolver bom relacionamento interpessoal e saber comunicar corretamente os projetos e
resultados de pesquisa em linguagem oral e escrita, em idioma pátrio.
Compreensão da Química:
a) Compreender os conceitos, leis e princípios da Química;
b) Conhecer as propriedades físicas e químicas principais dos elementos e compostos, que
possibilitem entender e prever o seu comportamento físico-químico, aspectos de reatividade,
mecanismos e estabilidade;
c) Acompanhar e compreender os avanços científico-tecnológicos e educacionais;
d) Compreender os aspectos históricos da Química, sua produção e as relações com o contexto
cultural, socioeconômico e político.
Ensino de Química:
a) Refletir de forma crítica a sua prática em sala de aula, identificando problemas de
ensino/aprendizagem;
b) Compreender os aspectos sociais, tecnológicos, ambientais, políticos e éticos relacionados às
aplicações da Química na sociedade de maneira crítica.
c) Conhecer os procedimentos adequados nos laboratórios, incluindo como recurso didático a
experimentação;
d) Possuir conhecimentos básicos sobre o uso de computadores e sua aplicação em ensino de
Química;
e) Conhecer os procedimentos e normas de segurança no trabalho;
f) Conhecer teorias pedagógicas que fundamentam o processo de ensino-aprendizagem, bem
como os princípios de planejamento educacional;
g) Conhecer projetos e propostas curriculares de ensino de Química, experimentando-os;
h) Reavaliar sua prática pedagógica, visando a compreensão e possíveis soluções dos problemas
relacionados ao processo ensino/aprendizagem.
Profissão:
a) Ter consciência da importância social da profissão como possibilidade de desenvolvimento
social e coletivo.Ter capacidade de disseminar e difundir e de utilizar o conhecimento relevante
para a comunidade;
b) Atuar no magistério, em nível de ensino fundamental e médio, de acordo com a legislação
específica, utilizando metodologia de ensino variada, contribuindo para o desenvolvimento
intelectual dos alunos e para despertar o interesse científico em adolescentes; organizar e usar
laboratórios de Química; escrever e analisar criticamente livros didáticos e paradidáticos e indicar
bibliografia para o ensino de Química; analisar e elaborar programas para esses níveis de ensino;
c) Exercer a sua profissão com espírito dinâmico, criativo, na busca de novas alternativas
educacionais, enfrentando como desafio as dificuldades do magistério;
d) Conhecer criticamente os problemas educacionais brasileiros;
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e) Identificar, no contexto da realidade escolar, os fatores determinantes no processo educativo,
tais como o contexto socioeconômico, a política educacional, a administração escolar e fatores
específicos do processo de ensino aprendizagem de Química;
f) Assumir conscientemente a tarefa educativa, cumprindo o papel social de preparar os alunos
para o exercício consciente da cidadania;
g) Desempenhar outras atividades na sociedade, para cujo sucesso uma sólida formação
universitária seja importante fator.

Em concordância com as Diretrizes Curriculares Nacionais e a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (BRASIL, 1996), o curso de Licenciatura em Química tem a preocupação com
uma formação mais geral do estudante, assim, incluindo, nos currículos, temas que propiciem a
reflexão sobre caráter, ética, solidariedade, responsabilidade e cidadania.
A ênfase do currículo de Licenciatura em Química é apresentar a importância da
concepção do projeto centrado na aprendizagem, no trabalho em equipe, em problemas reais e na
avaliação continuada, no uso responsável da autonomia acadêmica, flexibilizando os currículos e
as especificidades institucionais e regionais e permitindo que cada estudante possa fazer
escolhas para melhor aproveitar suas habilidades, sanar as necessidades específicas e realizar
seus objetivos no curso.
O estudante deve ter tempo e ser estimulado a buscar o conhecimento por si só, deve
participar de projetos de pesquisa e grupos de trabalhos, de discussões acadêmicas, de
seminários, congressos e similares; deve realizar estágios, desenvolver práticas extensionistas,
escrever, apresentar e defender seus trabalhos. E mais: aprender a “ler” o mundo, aprender a
questionar as situações, sistematizar problemas e buscar criativamente soluções. Mais do que
armazenar informações, este novo profissional precisa saber onde e como buscá-las, deve saber
como “construir” o conhecimento necessário a cada situação. Assim, as unidades curriculares
devem proporcionar à formação de cidadãos e profissionais capazes de transformar a
aprendizagem em processo contínuo, de maneira a incorporar, reestruturar e criar conhecimentos
conhecimentos.
Segundo as DCNs existe a necessidade de criar um modelo de curso superior, que
privilegie o papel e a importância do estudante no processo da aprendizagem, em que o papel do
professor, de “ensinar coisas e soluções”, passe a ser “ensinar o estudante a aprender coisas e
soluções”. Mas como materializar este “ensinar a aprender”? A representação do perfil do egresso
quando consolidados com: arranjos produtivos locais; conhecimentos pedagógicos,
conhecimentos em química, física e matemática; tecnologias de informações e comunicação;
atividades complementares; estágio de didática constituirá o profissional licenciado em química
que se almeja.

Quadro 1 – Grupo de trabalho responsável pela elaboração do PPC de Licenciatura em Química.
Nome: E-mail Telefone
Ana Paula Figueiredo ana.figueiredo@ifsc.edu.br (48) 3462 5044
Edilene dos Santos Copetti edilene.copetti@ifsc.edu.br (48) 3462 5023
Fabiano Carlos Cidral fabiano.cidral@ifsc.edu.br (48) 3462 5015
Fernando Loris Ortolan fernando.ortolan@ifsc.edu.br (48) 3462 5013
Julia Helio Lino Clasen julia.clasen@ifsc.edu.br (48) 3462 5013
Lucas Dominguini lucas.dominguini@ifsc.edu.br (48) 3462 5044
Orlando Netto orlando.netto@ifsc.edu.br (48) 3462 5015
Tiago Morais Nunes tiago.nunes@ifsc.edu.br (48) 3462 5015
Michele Guizzo michele.guizzo@ifsc.edu.br (48) 3462 5015
Priscila Bortolotto Milaneze priscila.bortolotto@ifsc.edu.br (48) 3462 5006

A avaliação do processo de ensino e aprendizagem não é neutra, objetiva, uma vez que
está assentada sobre uma dada intencionalidade e sobre um suporte político e epistemológico
que guia toda a prática pedagógica. Por sua vez, corresponde a um determinado modelo de
escola e de sociedade. A avaliação é um meio e não um fim em si mesma. É delimitada por uma
teoria e uma prática pedagógica, estando ela dimensionada em um modelo teórico de sociedade,
de homem, de educação e de ensino-aprendizagem.
Assim, esse projeto visa uma educação emancipatória e não-reprodutivista, baseada além
do acúmulo de informações, na construção de conhecimento. Neste contexto, a avaliação deixa
de ser uma atribuição de valor ao educando e passa a ter um caráter formativo e processual. Integra
o processo de formação, visando o desenvolvimento das competências previstas no perfil do
egresso do curso e será realizada na perspectiva de tomadas de decisão a respeito da condução
do trabalho pedagógico, ao permitir o diagnóstico, a reorientação e o aprimoramento do processo
de ensino e aprendizagem.
Dessa forma, o conhecimento dos critérios utilizados, a análise dos resultados e dos instrumentos
de avaliação e autoavaliação são imprescindíveis, pois favorece a consciência do professor
em formação sobre o seu próprio processo de aprendizagem.
Os instrumentos de avaliação serão diversificados e constarão no planejamento do componente
curricular, estimulando o estuante à: pesquisa, reflexão, iniciativa, criatividade, laboralidade
e cidadania, conforme nomeados no RDP. As avaliações podem constar de:
I – observação diária dos alunos pelos professores, em suas diversas atividades;
II – trabalhos de pesquisa individual ou coletiva;
III – testes e provas escritos, com ou sem consulta;
IV – emtrevistas e arguições;
V – resoluções de exercícios;
VI – planejamento ou execução de experimentos ou projetos;
VII – relatórios referentes aos trabalhos, experimentos ou visitas técnicas;
VIII – atividades práticas referentes àquela formação;
IX – reali ação de eventos ou atividades abertas à comunidade;
X – auto valiação descritiva e avaliação pelos colegas da classe;
XI – outros instrumentos que a prática pedagógica indicar.
Além das avaliações em cada componente curricular, serão realizadas reuniões pedagógicas,
por intermédio do NDE, nas quais serão avaliados aspectos implicados no processo ensino
e aprendizagem. Serão observados pontos tanto de ordem pedagógica quanto os de cunho acadêmico
e institucional que concorrem para a permanência e êxito do aluno no seu percurso formativo.
Estas serão preparatórias para a realização dos Seminários de Avaliação, que acontecerão
de forma permanente.
Para efeito de tomada de decisão quanto à progressão do aluno em relação à frequência e
atingimento dos objetivos propostos para cada componente curricular, serão seguidas as orientações
previstas no RDP.

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