Projeto Político Pedagógico

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Dentre as possibilidades de atuação deste profissional encontram-se: indústrias; empresas de comercialização e assistência técnica; laboratórios de ensino, de calibração, de análise e controle de qualidade e ambiental; entidades de certificação de produtos e tratamento de águas e de efluentes. O profissional poderá desenvolver atividades individuais ou em grupo, conduzindo equipes, atuando com ética, responsabilidade, espírito inovador e empreendedor, com compromisso social e profissional.
Conforme a Classificação Brasileira de Ocupações, os técnicos químicos (Descrição da ocupação 3111 – Técnico químico):

Executam ensaios físico-químicos, participam do desenvolvimento de produtos e processos, da definição ou reestruturação das instalações industriais; supervisionam operação de processos químicos e operações unitárias de laboratório e de produção, operam máquinas e/ou equipamentos e instalações produtivas, em conformidade com normas de qualidade, de boas práticas de manufatura, de biossegurança e controle do meio-ambiente. Interpretam manuais, elaboram documentação técnica rotineira e de registros legais. Podem ministrar programas de ações educativas e prestar assistência técnica. Todas as atividades são desenvolvidas conforme os limites de responsabilidade técnica, previstos em lei.

Desempenhar cargos e funções técnicas no âmbito das atribuições respectivas; realizar ensaios e pesquisa em geral; pesquisar e desenvolver métodos e produtos; efetuar análises químicas, físico-químicas, bromatológicas, toxicológicas e legais; realizar padronização e controle de qualidade; operar e efetuar a manutenção de equipamentos e instalações relativas à profissão de químico e execução de trabalhos técnicos de químicos; dirigir, supervisionar, programar, coordenar, orientar e atuar como responsável técnico no âmbito das respectivas atribuições; conduzir e controlar operações e processos industriais, de trabalhos técnicos, montagens, reparos e manutenção.

O Curso Técnico de Química Integrado ao Ensino Médio tem sua matriz curricular organizada em fases e seu processo de avaliação centrado em competências. Esta opção requer dos professores a busca de metodologias diferenciadas daquelas que visam apenas à transferência de conhecimentos, para outras que promovam a construção e a criação de conhecimentos. Nesse contexto, o professor assume o papel de mediador do processo de ensino e aprendizagem, assumindo, juntamente com o aluno, protagonismo nesse processo (BRASIL, 2002, 2006).

As bases tecnológicas explicitadas em cada unidade curricular deverão estar bem consolidadas para a concretização das competências e habilidades que o aluno deverá construir ao longo de sua formação. Além disso, faz-se mister a preocupação com uma prática inter/transdisciplinar implicada no diálogo amplo e contínuo entre as diversas unidades curriculares, seus conteúdos de ensino, as competências que elas promovem e o fazer pedagógico (SACRISTÁN, 2000). Além disso, a constituição das ementas de cada unidade curricular e o projeto do curso como um todo é perpassado pela transversalidade de grandes temáticas apontadas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, abordando o respeito à diversidade, orientação sexual, saúde, meio-ambiente, ética e cidadania e pluralidade étnica e cultural (BRASIL, 2002).

A prática pedagógica desenvolvida no IFSC privilegia a formação do cidadão crítico e consciente do seu papel na sociedade. Nessa prática, o aluno se coloca como sujeito ativo no processo de aprendizagem, na interação com o conhecimento e com os demais sujeitos que compõem o processo educativo. Além disso, ele é chamado a participar ativamente da instituição através de órgãos de representação e participação estudantil.

Nessa perspectiva, as atividades curriculares proporcionam a análise interpretativa e crítica das competências profissionais estabelecidas no perfil do egresso, bem como das práticas sociais relacionadas ao contexto da formação do Técnico em Química. Para tanto, além das atividades promovidas no âmbito de cada unidade curricular, o curso conta com atividades integradoras de conteúdos, como as práticas relacionadas ao projeto integrador, as visitas técnicas, a participação em eventos culturais internos e externos, a participação em eventos técnico-científicos internos e externos, debates, seminários, jogos como instrumentos pedagógicos, simulações e estruturação de hipóteses. Também, serão oferecidas aos alunos atividades extracurriculares na forma de oficinas e projetos de extensão, que poderão envolver práticas culturais, esportivas, educacionais e de reforço escolar.

O fazer pedagógico do curso está pautado na interação entre professor e aluno, buscando o desenvolvimento das competências profissionais, apropriando-se de métodos ativos que desafiam e motivam os alunos à construção dessas competências, à reflexão, à iniciativa, ao espírito empreendedor, à criatividade, à formação continuada, ao compromisso ético e social, à pesquisa e ao trabalho em equipe (PERRENAUD, 1999, 2000). Nesse contexto, toma-se a pesquisa como princípio pedagógico e o trabalho como princípio educativo.

A proposta do curso envolve a promoção da articulação entre ensino, pesquisa e extensão, materializada no projeto integrador, mas também nas diversas práticas integralizadoras dos conteúdos já descritas anteriormente. Igualmente, prevê o incentivo à participação dos alunos como bolsistas em projetos de pesquisa e extensão de áreas correlatas ao curso.

Essa opção está ancorada nos seguintes princípios norteadores:

• formação humana integral;

• formação profissional voltada ao social;

• aprendizagem significativa;

• valor dos saberes dos alunos nas atividades educativas;

• diversidade de atividades formativas;

• trabalho coletivo;

• pesquisa como princípio educativo;

• integração entre os saberes (BRASIL, 1999).

A concretização da práxis educativa fundamentada nos princípios elencados acima dá-se por meio da utilização de metodologias diversificadas, considerando as competências profissionais a serem construídas ao longo da integralização do currículo nas unidades curriculares e buscando atualizações permanentes, agregando novas tecnologias nas estratégias de ensino. De acordo com as especificidades das competências e as temáticas a serem desenvolvidas, podem-se aplicar várias metodologias, destacando-se: trabalhos individuais, trabalhos em pequenos e grandes grupos, solução de problemas, pesquisa aplicada, estudo de caso, exposição oral, debates, visitas técnicas e culturais, jogos, simulações, palestras, seminários, projetos integradores, etc.

O uso de novas tecnologias é um fator que possibilita o desenvolvimento das habilidades especificadas em cada unidade curricular, entre elas a de aprender a aprender, possibilitando assim a formação do aluno para além do período em que ele permanece no curso. Logo, é no uso da tecnologia para o aprendizado que se oferece recursos para a exploração de conceitos e ideias, tornando-se um fator determinante para a qualidade no processo social de produção de conhecimento (BRASIL, 2006b).

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Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico (BRASIL, 1999), a avaliação, no processo de construção do conhecimento na educação profissional, deve ser um instrumento que possibilite a identificação do desenvolvimento do aluno (atitudes, conhecimentos e habilidades) e forneça elementos para orientações necessárias, complementações e enriquecimento do processo de ensino e aprendizagem. Os parâmetros para a avaliação serão, naturalmente, as atitudes, conhecimentos e habilidades que se definiu alcançar.

Na formação profissional por competências, os professores e os alunos precisam ter clareza de que competências serão construídas e que serão estabelecidos acordos para seu alcance, definindo as evidências e os critérios a serem considerados no caminho, para que possam colher elementos que sinalizem como estão seguindo e o que podem fazer para avançar na direção proposta.

O processo exige a adoção de metodologias dinâmicas que considerem o aluno da educação profissional como ator e coautor de seu desenvolvimento na interação com os professores, colegas, mundo produtivo e acadêmico, dentre outros. Igualmente é preciso ter em mente que a avaliação deve implicar um processo contínuo de reflexão sobre o ensino e aprendizagem, envolvendo todos os sujeitos que fazem parte do processo: estudantes, pais/responsáveis, professores, núcleo pedagógico e gestores. Dessa forma, a avaliação deve incluir obrigatoriamente a reflexão e autoavaliação, promovendo realinhamentos constantes e adequações das unidades curriculares, dos conteúdos de ensino e das escolhas metodológicas aos alunos e suas demandas. Igualmente, a

avaliação precisa ser entendida como parte de um processo mais amplo, adotando um viés formativo e contínuo (BRASIL, 1999, 2000, 2006). Portanto, a avaliação será processual e diagnóstica, acompanhando o desempenho e desenvolvimento do aluno na constituição das competências e habilidades requeridas para o exercício profissional e cidadania, numa constante prática de ação-reflexão-ação de todos os sujeitos envolvidos no processo ensino-aprendizagem.

Os instrumentos de acompanhamento do processo de aprendizagem dentro desta perspectiva serão organizados através de dinâmicas diversas, que envolvem desde provas e trabalhos individuais e em grupo, até o desenvolvimento de projetos, seminários, portfólios, pesquisa aplicada, defesas de trabalhos, autoavaliação, entre outros. No âmbito de cada unidade curricular haverá, pelo menos, ao longo do semestre, três avaliações, de maneira a compor o conceito final do aluno. Tendo em vista a percepção de que o processo de aprendizagem é contínuo e implica momentos e movimentos anteriores à entrada no Ensino Médio, será incentivada a prática de avaliações diagnósticas nas primeiras fases do curso, com o objetivo de se levantar conhecimentos

pré-construídos pelos alunos. Além disso, o curso prevê dois conselhos de classe, para os quais os professores devem trazer registros qualitativos do processo de ensino e aprendizagem.

Sendo o currículo do curso concebido por competências (PERRENAUD, 1999, 2000), adota-se uma dinâmica adequada para o acompanhamento da construção dessas competências, conforme relacionado a seguir:

• explicitação da função da avaliação: tanto professores quanto alunos são levados a

compreender o que é o processo de avaliação;

• definição do que é competência, traduzindo-se esse conceito para a formação do aluno;

• estabelecimento de critérios que evidenciem o desenvolvimento da competência

avaliada;

• escolha dos instrumentos de avaliação a serem utilizados;

• atribuição de uma nota que expresse o desenvolvimento do aluno, em conformidade

com o Regulamento Didático Pedagógico do IFSC.

Entendemos, portanto, que as notas finais atribuídas ao aluno constituem parte de um processo reflexivo e formativo que compreende: o diagnóstico, a orientação e a reorientação do processo de ensino e aprendizagem, visando â construção do conhecimento. Para tanto, os instrumentos de avaliação serão diversificados e constarão no plano de ensino de cada unidade curricular, estimulando sempre o aluno à: pesquisa, reflexão, iniciativa, criatividade, laboralidade e cidadania.

Nesse sentido, o Regulamento Didático Pedagógico do IFSC, em seu Art. 102, prevê que, no ensino técnico de nível médio, a avaliação final dos alunos em cada unidade curricular será registrada em números inteiros de 0 (zero) a 10 (dez), sendo 6(seis) o resultado mínimo para aprovação em uma unidade curricular. Ao aluno que tiver frequência inferior a 75% da carga-horária estabelecida no PPC para uma dada unidade curricular será atribuída nota 0 (zero). É importante ressaltar que, também em conformidade com o Regulamento Didático Pedagógico do IFSC, a decisão do resultado final dependerá da análise do conjunto de avaliações, de suas ponderações e das discussões realizadas em conselho de classe.

Os instrumentos utilizados para o registro do processo de avaliação da aprendizagem serão os disponíveis no Sistema Acadêmico do IFSC e o diário de classe.

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