Projeto Político Pedagógico

Esta  revisão  do  Projeto  Pedagógico  de  Curso  Superior  em  Engenharia  Elétrica,  visa  trabalhar  o
perfil do egresso original de acordo com o que foi definido para a vocação e o potencial de crescimento da região, e também a necessidade de desenvolvimento de conhecimento científico e tecnológico, da pesquisa básica e aplicada, uma vez que é o alicerce da inovação das empresas (vide item 19), e está alinhado com a Missão do IFSC de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da região, considerando também, o eixo tecnológico de atuação do Campus, sua infraestrutura e os recursos humanos disponíveis (vide item 54) sem deixar de ponderar a situação política e econômica atual, busca-se formar um Engenheiro Eletricista qualificado  para  atuar  na  indústria  metal-mecânica,  eletroeletrônica,  máquinas  elétricas  e  controle  e automação,  bem  como  em  sistemas  elétricos  de  potência,  que  compreende  a  geração,  transmissão  e distribuição de energia elétrica.
O perfil segue em acordo com os “Referenciais Nacionais Dos Cursos de Engenharia”, documento
do Ministério da Educação – MEC, no qual o perfil do egresso do Engenheiro Eletricista consiste em:
“O  Engenheiro  Eletricista  é  um  profissional  de  formação  generalista,  que  atua  na  geração,
transmissão,  distribuição  e  utilização  da  energia  elétrica.  Em  sua  atuação,  estuda,  projeta  e  especifica materiais,  componentes,  dispositivos  e  equipamentos  elétricos,  eletromecânicos,  eletroeletrônicos, magnéticos, de potência, de instrumentação, de automação, de aquisição de dados e de máquinas elétricas.
O  engenheiro  eletricista  planeja,  projeta,  instala,  opera  e  mantém  instalações  elétricas,  sistemas  de medição  e  de  instrumentação,  de  eletroeletrônicos,  de  acionamentos  e  automação  de  máquinas  e processos,  de  iluminação,  de  proteção  contra  descargas  atmosféricas  e  de  aterramento.  Além  disso, elabora projetos e estudos de conservação e de eficientização de energia e utilização de fontes alternativas e  renováveis.  Coordena  e  supervisiona  equipes  de  trabalho,  realiza  estudos  de  viabilidade  técnico-econômica, executa e fiscaliza obras e serviços técnicos; e efetua vistorias, perícias e avaliações, emitindo laudos  e  pareceres.  Em  suas  atividades,  considera  a  ética,  a  segurança,  a  legislação  e  os  impactos ambientais.”
O  Engenheiro  Eletricista  será  capacitado  para  atuar  em  Engenharia  Elétrica,  com  foco  em
eletrotécnica. Todavia, o paradigma da estrutura curricular visa formar um profissional que tenha habilidades para trabalhar em equipes multidisciplinares, prover soluções com inovação tecnológica e ter a capacidade de adaptação em diferentes locais de trabalho.
Muitas  dessas  habilidades  e  competências  não  constam  explicitamente  nos  conteúdos
programáticos, mas devem ser desenvolvidos implicitamente nas diversas atividades no decorrer do curso de engenharia. Resumidamente, a lista abaixo contém as principais habilidades e competências do perfil do profissional egresso em Engenharia Elétrica: Conhecimento sólido em áreas científicas básicas, matemática, física e ferramentas computacionais aplicadas à Engenharia:
  Formação tecnológica científica que habilite o profissional a gerar e absorver novos conhecimentos
e metodologias;
  Capacidade para buscar, selecionar e interpretar informações para resoluções de problemas;
  Habilidades  para  realizar  estudos  aprofundados,  projetos,  simulações  numéricas,  análises  e
resoluções de problemas em engenharia elétrica;
  Equacionamento  de  problemas  de  Engenharia  Elétrica,  utilizando  conhecimentos  de  eletricidade,
matemática, física, química e informática, propondo soluções adequadas e eficientes;
  Coordenação, planejamento, operação e manutenção de sistemas de Engenharia Elétrica;
  Práticas de pesquisa e desenvolvimento, iniciação científica e preparação para vida acadêmica;
  Postura profissional ética, humana, criativa e proativa;
  Dinamismo e adaptação às necessidades;
  Organizar, planejar e se expressar de forma clara e objetiva;
  Capacidade de liderança para trabalhos em equipe e empreendedorismo;
  Visão ampla, sistêmica e multidisciplinar da engenharia;
  Resolução de problemas de maneira racional, reflexiva e sustentáveis;
  Capacidade de concepção, negociação e realização de projetos e estudos diversos em engenharia
elétrica.  
Dessa  forma,  o  curso  propõe  uma  formação  abrangente,  fundamentada  em  conhecimentos
clássicos  e  métodos  modernos  de  modelagem,  análises  e  resoluções  de  problemas  em  engenharia.  O principal  intuito  é  propiciar  ao  engenheiro  amplas  habilidades  e  competências  para  as  necessidades contemporâneas do mercado de trabalho, possibilitando a concepção de soluções inovadoras e exercendo liderança nos desafios profissionais no setor de eletroeletrônica, automação e máquinas elétricas, conforme detalhado na próxima seção.
 
23. Competências Gerais do Egresso:
 
O Conselho Nacional de Educação, por meio da Câmara de Educação Superior, instituiu diretrizes
curriculares dos cursos de engenharia através de sua Resolução CNE/CES N° 11 de 11 de março de 2002.
O Artigo 4° deste documento trata das mínimas habilidades e competência que deve ter um profissional em engenharia:
I. Aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia;
II. Projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados;
III. Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;
IV. Planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia;
V. Identificar, formular e resolver problemas de engenharia;
VI. Desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;
VII. Supervisionar a operação e a manutenção de sistemas;
VIII. Avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas;
 IX. Comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;
 X. Atuar em equipes multidisciplinares;
 XI. Compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissionais;
XII. Avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental;
XIII. Avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;
XIV. Assumir a postura de permanente busca de atualização profissional.
 
De  um  modo  geral,  nas  engenharias,  as  transformações  científicas  e  tecnológicas  ocorrem  com
rapidez. O engenheiro deve possuir a capacidade de acompanhar essas transformações e poder resolver
problemas  concretos  da  sua  área  de  atuação,  além  de  adaptar-se  às  novas  situações  encontradas  no ambiente de trabalho.

O Engenheiro Eletricista é habilitado para trabalhar em indústrias ou prestadoras de serviços nas
áreas  de  eletro-eletrônica,  automação  e  controle,  concessionárias  de  energia  nos  setores  de  geração, transmissão ou distribuição, em empresas de automação e controle, atendendo ao mercado industrial e aos sistemas de automação predial; em projetos, manutenção e instalações industriais, comerciais e prediais, atendendo  às  necessidades    de  implantação,  funcionamento,  manutenção  e  operação  dos  sistemas;  na definição  do    potencial  energético  de  bacias  hidrográficas,  eficientização  de  sistemas  energéticos, conservação de energia, fontes alternativas e renováveis de energia; com simulação, análise e emulação de grandes  sistemas  por  computador;  na  fabricação  e  na  aplicação  de  máquinas  e  equipamentos eletroeletrônicos elétricos.
As  habilitações  permitidas  ao  engenheiro  são  regidas  pelo  Conselho  Federal  de  Engenharia,
Arquitetura e Agronomia (CONFEA) por meio de sua Resolução nº 1.010 de 2005, como:
  Gestão, supervisão, coordenação, orientação técnica;
  Coleta de dados, estudo, planejamento, projeto, especificação;
  Estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental;
  Assistência, assessoria, consultoria;
  Direção de obra ou serviço técnico;
  Vistoria, perícia, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria, arbitragem;
  Desempenho de cargo ou função técnica;
  Treinamento,  ensino,  pesquisa,  desenvolvimento,  análise,  experimentação,  ensaio,  divulgação técnica, extensão;
  Elaboração de orçamento;
  Padronização, mensuração, controle de qualidade;
  Execução de obra ou serviço técnico;
  Fiscalização de obra ou serviço técnico;
  Produção técnica e especializada;
  Condução de serviço técnico;
  Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção;
  Execução de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção;
  Operação, manutenção de equipamento ou instalação; e
  Execução de desenho técnico.
Todavia, as atuações profissionais do engenheiro dependem da sua formação técnica específica. A
Resolução N° 1.010 em seu Anexo II - SISTEMATIZAÇÃO DOS CAMPOS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL define as áreas de atuação do engenheiro em suas diversas "modalidades" e "setores".  Especificamente no tocante à modalidade "Elétrica", os possíveis "Setores de Atuação" são:
  Eletricidade Aplicada e Equipamentos Eletroeletrônicos;
  Eletrotécnica;
  Eletrônica e Comunicação;
  Biomédica;
  Controle e Automação;
  Informática Industrial;
  Engenharia de Sistemas e de Produtos;
  Informação e Sistemas;
  Programação;
  Hardware;
  Sistemas de Comunicação;
  Tecnologia de Comunicação e Telecomunicações.

O Conselho Nacional de Educação, por meio da Câmara de Educação Superior, instituiu diretrizes
curriculares dos cursos de engenharia através de sua Resolução CNE/CES N° 11 de 11 de março de 2002.
O Artigo 4° deste documento trata das mínimas habilidades e competência que deve ter um profissional em engenharia:
I. Aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia;
II. Projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados;
III. Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;
IV. Planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia;
V. Identificar, formular e resolver problemas de engenharia;
VI. Desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;
VII. Supervisionar a operação e a manutenção de sistemas;
VIII. Avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas;
 IX. Comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;
 X. Atuar em equipes multidisciplinares;
 XI. Compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissionais;
XII. Avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental;
XIII. Avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;
XIV. Assumir a postura de permanente busca de atualização profissional.
 
De  um  modo  geral,  nas  engenharias,  as  transformações  científicas  e  tecnológicas  ocorrem  com
rapidez. O engenheiro deve possuir a capacidade de acompanhar essas transformações e poder resolver problemas  concretos  da  sua  área  de  atuação,  além  de  adaptar-se  às  novas  situações  encontradas  no ambiente de trabalho.

As atividades de ensino/aprendizagem deverão ter enfoque no aluno, isto é, o aluno como efetivo
sujeito  da  aprendizagem.  Nesse  sentido,  o  processo  privilegiará  a  construção  do  conhecimento  crítico  e criativo na resolução de problemas em engenharia, e não a simples acumulação de conteúdo.
Logo, as atividades de ensino do Curso de Engenharia Elétrica serão desenvolvidas com base em
metodologias  voltadas  para  a  aplicação  prática  do  conhecimento.  Englobará  propostas  de  discussão  de conceitos em grupo, debates de temas transversais em sala e utilização de ferramentas de TI. Tudo isso a fim de aumentar a proximidade do educando com o mundo do trabalho, além de proporcionar contato com profissionais da área de Engenharia Elétrica, seja na instituição ou em empresas parceiras. Vivenciarão a execução  de  ensaios  e  experimentos  em  laboratórios  específicos,  pesquisa  de  temas  diversos,  com seminários e apresentações de trabalhos, incentivo à pesquisa aplicada e publicação de artigos. Para além da formação profissional, toma-se como estratégia de formação atitudinal as atividades desenvolvidas  ao  longo  do  curso,  como  os  trabalhos  em  grupo,  seminários  e  apresentações,  atividades recreativas, esportivas e culturais, palestras e debates de temas transversais com o fim de sensibilização, a fim de fortalecer a cidadania e a responsabilidade social, cultural, política e ambiental.

Délcio Luís Demarchi- ensino.gw@ifsc.edu.br   
(47) 3276-9600 / 9615

É de imprescindível importância que todos os projetos pedagógicos dos cursos de graduação sejam
acompanhados e aperfeiçoados através de uma avaliação continuada. Para atender essa necessidade, o projeto pedagógico de Engenharia Elétrica do campus conta com o Núcleo Docente Estruturante (NDE). Ele é responsável em analisar, avaliar e propor alterações do projeto ao Colegiado do Curso, que em seguida, exerce  o  papel  de  discutir  e  normatizar  essas  propostas,  provendo  aos  responsáveis  os  devidos encaminhamentos  com  acompanhamento  do  NDE  do  campus.  Nesse  contexto,  a  seção  que  segue  é dividida  em  duas  partes:  a  primeira  trata  do  monitoramento  do  Projeto  Político  Pedagógico  do  Curso  de Graduação em Engenharia Elétrica (Autoavaliação); a segunda trata do processo de avaliação sob a luz da Lei  n°  10.861,  de  14  de  abril  de  2004,  que  cria  o  Sistema  Nacional  de  Avaliação  da  Educação  Superior (SINAES).

a) Acompanhamento do Projeto Pedagógico do Curso (Autoavaliação)
O  acompanhamento  do  projeto  pedagógico  do  curso  deve  ser  normatizado  pelo  Colegiado  de  Curso  e realizado pelo Núcleo Docente Estruturante. Nesta normatização devem constar, em especial, os seguintes objetivos:
 
  Implantar processo contínuo de avaliação;
  Integrar as diversas iniciativas de avaliação já existentes na instituição;
  Tratar  da  avaliação  interna  do  curso  (avaliação  da  estrutura,  do  currículo  e  das  práticas
pedagógicas,  dos  docentes  e  dos  discentes),  dando  um  caráter  mais  de  acompanhamento  e
correção de rumos (monitoramento) a todo esse sistema de avaliação;
  Tratar  de  propostas  de  nivelamento  (acompanhando  os  ingressantes  desde  o  processo  seletivo),
acompanhamento mais cuidadoso dos primeiros períodos, garantindo a construção das habilidades
básicas de um estudante de ensino superior de engenharia;
  Tratar de propostas de mecanismos de recuperação / acompanhamento mais próximo de unidades
curriculares, educandos e docentes que tenham sentido dificuldades nos semestres anteriores.
 
São instrumentos para Autoavaliação (acompanhamento):
 
  Levantamento das ações de avaliação já existentes na instituição;
  Definição de grupos de trabalhos;
  Elaboração e proposição de instrumentos avaliativos;
  Realização de seminários internos, com a sensibilização de todos os envolvidos no curso (gestores,
docentes, discentes, e pessoal técnico-administrativo);
  Análise  sistemática  de  dados  estatísticos  acerca  de  índices  relevantes,  tais  como:  permanência, êxito acadêmico, inserção social, etc.
  Divulgação interna e externa utilizando os meios de comunicação da instituição.
 
b) Sistema de Avaliação das Instituições de Ensino Superior e dos Cursos de Graduação SINAES
 
O  sistema  de  avaliação  implementado  no  Brasil,  a  partir  da  promulgação  da  Lei  n°  10.861,  tem  como principal finalidade contribuir para o cumprimento da exigência de qualidade no ensino superior. O SINAES avalia o ensino, a pesquisa, a extensão, a responsabilidade social, o desempenho dos educandos, a gestão da instituição, o corpo docente, as instalações e vários outros aspectos. Para avaliar esses itens, focaliza-se em  três  modalidades  de  avaliação:  das  instituições,  dos  cursos  e  do  desempenho  acadêmico  dos estudantes no âmbito do ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Autoavaliação Institucional: coordenada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) do IF-SC, criada em 2008, e composta por membros de todos os campi. Esta comissão é orientada pelas diretrizes e pelo roteiro da autoavaliação institucional da CONAES e compete à ela:  
 
  Elaborar e executar o projeto de autoavaliação do IF-SC;
  Conduzir  o  processo  de  autoavaliação  da  instituição  e  encaminhar  parecer  para  tomadas  de
decisões;
  Implantar  seminários  de  avaliação,  com  a  participação  de  docentes,  discentes,  técnico
administrativos e membros da direção, englobando:
  Avaliação da estrutura curricular
  Avaliação dos docentes   Avaliação do desempenho discente
  Avaliação da estrutura física e laboratórios
  Avaliação dos técnico-administrativos
  Avaliação da gestão acadêmica (departamento + direção)
  Sistematizar e analisar as informações do processo de autoavaliação do IF-SC;
  Acompanhar  os  processos  de  avaliação  externa  da  Instituição  e  do  Exame  Nacional  de
Desempenho de Estudantes (ENADE);
  Implementar ações visando à sensibilização da comunidade do IF-SC para o processo de avaliação institucional;
  Fomentar a produção e socialização do conhecimento na área de avaliação;
  Disseminar, permanentemente, informações sobre avaliação;
  Avaliar  as  dinâmicas,  procedimentos  e  mecanismos  internos  de  avaliação  já  existentes  na
instituição para subsidiar os novos procedimentos;
  Acompanhar, permanentemente, o Plano de Desenvolvimento Institucional e o Projeto Pedagógico
da instituição;
  Articular-se com as Comissões Próprias de Avaliação de outras IES e com a Comissão Nacional de
Avaliação da Educação Superior;
  Informar suas atividades ao Conselho Superior, mediante a apresentação de relatórios, pareceres e recomendações.
 
Os relatórios gerados por esta comissão podem ser acessados em sítios eletrônicos disponíveis na
página do próprio IF-SC.
  Avaliação Externa da Instituição: Realizada por comissões designadas pelo INEP, de acordo com
o art. 3. Lei 10.861, a avaliação das instituições de educação superior terá por objetivo identificar o
seu perfil e o significado de sua atuação, por meio de suas atividades, cursos, programas, projetos
e  setores,  considerando  as  diferentes  dimensões  institucionais,  dentre  elas  obrigatoriamente
encontra-se o plano de desenvolvimento institucional – PDI.  
  Avaliação Externa do Curso: O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) é
o  órgão  que  conduz  todo  o  sistema  de  avaliação  de  cursos  superiores  no  País,  produzindo
indicadores  e  um  sistema  de  informações  que  subsidia  tanto  o  processo  de  regulamentação,
exercido pelo Ministério da Educação, como garante transparência dos dados sobre qualidade da
educação  superior  a  toda  sociedade.  Para  produzir  os  indicadores,  lança  mão  do  ENADE  e  as
avaliações  in-loco realizadas pelas 26 comissões de especialistas  que  se destinam a verificar as
condições  de  ensino,  em  especial  aquelas  relativas  ao  perfil  do  corpo  docente,  às  instalações
físicas e à organização didático-pedagógica.  
No âmbito do SINAES e da regulação dos cursos de graduação no país, prevê-se que os cursos
sejam avaliados periodicamente. Assim, os cursos de educação superior passam por três tipos de
avaliação: para autorização, para reconhecimento e para renovação de reconhecimento.
  Avaliação  do  Desempenho  Acadêmico  dos  Estudantes  no  Âmbito  do  ENADE:  O  Exame
Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior (SINAES), tem como objetivo aferir o desempenho dos estudantes em relação
aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares do respectivo curso de graduação,
suas habilidades para ajustamento às exigências decorrentes da evolução do conhecimento e suas
competências para compreender temas exteriores ao âmbito específico de sua profissão, ligados à
realidade  brasileira  e  mundial  e  a  outras  áreas  do  conhecimento.  O  ENADE  será  aplicado
periodicamente sendo que a periodicidade máxima de aplicação do ENADE aos estudantes de cada
curso  de  graduação  será  trienal.  Paralelamente  a  aplicação  do  Exame  terá  um  instrumente
destinado  a  levantar  o  perfil  dos  estudantes,  relevante  para  a  compreensão  de  seus  resultados.
Segundo  a  Lei  10.860  o  ENADE  deve  ser  um  dos  componentes  curriculares  dos  cursos  de
graduação, sendo inscrita no histórico escolar do estudante. A inscrição dos estudantes no ENADE
é de responsabilidade do dirigente da instituição de educação superior. 

No  Instituto  Federal  de  Santa  Catarina,  conforme  Projeto  Pedagógico  Institucional  (PPI),  a
concepção de educação é histórico-crítica, democrática e emancipadora. Nesse sentido, coerente com essa concepção  de  educação,  a  avaliação  deixa  de  ser  um  instrumento  de  classificação,  seleção  e  exclusão social e se torna uma ferramenta para a construção coletiva dos sujeitos e de uma escola de qualidade. A avaliação privilegia o diagnóstico e sua posterior análise, tomamos consciência do que o aluno aprendeu e do  que  o  aluno  não  aprendeu,  sendo  esse  novamente  o  ponto  de  partida.  Proceder  por  diagnóstico  é oferecer  condições  de  encontrar  o  caminho  para  obter  melhores  resultados  na  aprendizagem.  Avaliar  é localizar necessidades e se comprometer com sua superação. O ensino no IFSC deve organizar-se conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais, especialmente para  a  educação  profissional  e  tecnológica,  que  deve  construir  competências  associadas  aos  perfis profissionais  de  formação  de  nossos  cursos.  No  planejamento  educacional  das  unidades  curriculares, através  dos  Programas  de  Aprendizagem,  o  desenvolvimento  das  competências,  gerais  e  específicas, entendidas  enquanto  as  capacidades  pessoais  de  mobilizar,  articular  e  colocar  na  ação  conhecimentos, habilidades e atitudes para o enfrentamento de uma situação-problema específica, são avaliadas a partir do
uso de diferentes instrumentos avaliativos. Na realização da avaliação, deve-se considerar uma seleção de instrumentos  que  alcancem  as  várias  dimensões  dos  domínios  das  competências.  Dentre  os  possíveis instrumentos  avaliativos  a  serem  utilizados,  temos:  observação  diária  dos  professores;  trabalhos  de pesquisa individual ou coletiva; testes escritos, com ou sem consulta; entrevistas e arguições; resoluções de exercícios; execução de experimentos ou projetos; relatórios referentes aos trabalhos, experimentos, visitas e estágios; trabalhos práticos; avaliação de desempenho do estágio curricular obrigatório; etc. A avaliação das competências relacionadas à unidade curricular é feita pelo docente e/ou docentes que orientam a unidade curricular. Para registro das avaliações, atribuem-se notas inteiras de 0 a 10, sendo que a composição das diferentes avaliações realizadas ao longo do semestre, respeitando-se os pesos e especificidades de cada unidade curricular comporá a nota final. Ao final da unidade curricular, o educando é considerado aprovado ou reprovado, respeitando-se os seguintes  critérios  de  aprovação.  O  educando  considerado  reprovado  em  uma  unidade curricular  não poderá ingressar nas seguintes que a tiverem como pré-requisito.
a)  O  educando  é  considerado  aprovado  na  unidade  curricular  se  todas  as  condições  a  seguir  forem satisfeitas:
  Se a sua frequência na unidade curricular for igual ou superior a 75%;
  Se obtiver nota igual ou superior a 6,0.
 
b)  O  educando  é  considerado  reprovado  na  unidade  curricular  senão  atender  a  qualquer  uma  das condições estabelecidas.

No decorrer do processo  avaliativo, os  alunos  que  demonstrarem dificuldades na construção das competências  desenvolvidas  no  módulo,  terão  direito  à  recuperação  paralela  aos  estudos  desenvolvidos durante  o  semestre.  A  avaliação  de  recuperação  paralela  está  vinculada  à  participação  do  aluno  nas atividades de recuperação de conteúdo, podendo ocorrer através de aulas programadas em horários extras, listas de  exercícios, trabalhos práticos, ou outras formas propostas pelos professores, visando ao melhor desenvolvimento do processo ensino e aprendizagem.
Durante o processo de avaliação, o educando que se sentir prejudicado com o conceito recebido
em uma determinada avaliação poderá recorrer à coordenação do curso num prazo de dois dias, após a
divulgação do conceito, para requerer revisão, e a coordenação do curso terá cinco dias para formar uma banca a fim de emitir um parecer. Durante  o processo de avaliação, o aluno que se sentir prejudicado com o conceito recebido em uma  determinada  avaliação  poderá  recorrer  à  coordenação  do  curso  num  prazo  de  dois  dias,  após  a divulgação  do  conceito,  para  requerer  revisão.  A  coordenação  do  curso  terá  cinco  dias  para  formar  uma comissão  a  fim  de  emitir  um  parecer,  conforme  explicita  a  Organização  Didática.  A  comissão,  depois  de instalada,  terá  um  prazo  de  3  (três)  dias  úteis  para  analisar  e  emitir  parecer  sobre  a  manutenção  ou
alteração do conceito. Para  a  consolidação  do  processo  de  avaliação  é  realizada  uma  reunião  após  as  10  primeiras semanas do semestre letivo e outra ao final do semestre. Essa reunião possui caráter deliberativo, e tem como  objetivos:  a  reflexão,  a  decisão,  a  ação  e  a  revisão  da  prática  educativa,  e  ainda  a  emissão  dos pareceres  avaliativos  dos  docentes.  Além  do  aspecto  pedagógico  da  avaliação,  a  reunião  de  avaliação possibilita um momento de auto avaliação institucional, pois é planejada para que docentes e educandos se auto avaliem e façam a avaliação da atuação dos demais envolvidos no seu processo educacional.

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